Membro do time EUA se desculpa por comparar restrições no Japão a nazismo

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Rosie Gallegos-Main do time EUA pediu desculpas após comparar os protocolos sanitários de combate à Covid-19 no Japão com o nazismo na Alemanha, em posts publicados nas redes sociais. Ela é quiroprata da equipe feminina de luta norte-americana desse 2009.
Ela enviou uma carta ao Comitê de Diversidade, Equidade e Inclusão da Luta Livre (Wrestling) nos EUA em que lamentava “o julgamento insatisfatório e escolha de compartilhar esta mensagem”.

A postagem, publicada em suas contas no Instagram e no Facebook na semana passada, foi sinalizada por ambas as plataformas de mídia social por espalhar desinformação.

“Passamos de ‘achatar a curva em 14 dias’ para ‘Ir de porta em porta para ver seus papéis’…Tenho que admitir, eu não vi essa chegando”, dizia a postagem, ja traduzida, mas com o uso da palavra ‘N-A-Z-I’ no original em inglês, significando ‘not see’ (não vi, em tradução livre).

Gallegos-Main deletou sua postagem horas depois que a agência Associated Press levou a questão ao Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos, na terça-feira (20), informou o The Guardian.

De acordo com decisão dos organizadores ela terá permissão para continuar no acampamento pré-olímpico do time dos Estados Unidos no Japão, e não há punição prevista, mas ela deverá passar por treinamento em diversidade, equidade e inclusão. Esta é a terceira Olimpíada de Rosie acompanhando o tome de luta feminino.

O USOPC (Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos) se manifestou dizendo se tratar de uma “postagem voluntária, totalmente inconsistente com os valores do Comitê” e que Rosie “recebeu essa mensagem assim que o USOPC tomou conhecimento do ocorrido”.

Rosie disse que “não pensou em como a postagem poderia afetar outras pessoas” e que estava colocando “ênfase na coerção por parte das autoridades, ao invés de qualquer coisa a ver com a Alemanha, o nazismo e o povo judeu”, ao pedir desculpas em nome também dos EUA.

“Agora vejo que eles estão vinculados e não podem ser separados”, escreveu ela. “Nunca mais usarei essa palavra em qualquer forma que não tenha um fundamento adequado para seu uso, como em uma aula de história ou para educar as pessoas sobre o passado. Estou profundamente triste com isso e desejo me desculpar por meu mau julgamento e minha escolha de compartilhar esta mensagem”, finalizou no pedido de desculpas.

Os cerca de 22.000 atletas, oficiais, técnicos e mídia que viajaram ao Japão para os Jogos estão vivendo sob rígidas restrições para evitar um aumento de infecções entre a população em geral do país. As autoridades japonesas disseram na segunda-feira que 21,6% dos 126 milhões de habitantes do país estão totalmente vacinados.

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