Os benefícios da meditação são inúmeros: estudos comprovam que a prática regular ajuda a reduzir o estresse, aliviar sintomas de depressão e ansiedade e promover um sono mais reparador, entre outros impactos positivos no bem-estar. Agora, ao que parece, podemos acrescentar a essa lista cada vez maior uma melhora na conexão entre o intestino e o cérebro.
De acordo com um estudo recente, a meditação foi capaz de fortalecer o microbioma intestinal — e rapidamente. O estudo, publicado na BMC Complementary Medicine and Therapies, acompanhou um grupo de 24 iogues que participaram de um retiro de meditação Arhatic Yoga de nove dias.
Os testes mostraram que, ao longo do retiro, os microbiomas oral e intestinal dos participantes se tornaram mais ricos em microrganismos, o que influencia diretamente o eixo intestino-cérebro. Vale destacar que, durante o estudo, os participantes também seguiram uma dieta vegetariana. Ainda assim, essa mesma tendência já foi observada em praticantes avançados de Arhatic Yoga, reforçando ainda mais a conexão.
Esse estudo reforça descobertas anteriores que já apontavam evidências da ligação entre a meditação e a regulação do nosso mundo interno.
Meditação e a conexão intestino-cérebro
Assim como a própria meditação, a conexão intestino-cérebro é considerada um fator importante para a saúde mental e física, contribuindo para a imunidade, ajudando no metabolismo e até influenciando o humor. Embora as pesquisas ainda sejam limitadas e tenham se concentrado em grupos que praticam meditação profunda (ou seja, duas horas ou mais por dia), até mesmo alguns minutos de atenção plena já podem melhorar o humor — e talvez, com o tempo, muito mais do que isso. Como se precisássemos de mais um motivo para simplesmente sentar e estar conosco mesmos.