Cacá Filippini: para começar a correr, é preciso estar preparado

Por Cacá Filippini

Sempre costumo dizer que não basta colocar o tênis e sair correndo por aí.

Não é novidade que a corrida tornou-se uma atividade física muito popular nos últimos anos. Tanto que não é difícil encontrar uma prova para participar no final de semana ou um grupo para fazer parte.

Mas, mesmo assim, ainda é comum ouvir de algumas pessoas que essa prática pode machucar mais do que trazer benefícios, o que é um mito. É importante entender que muitas vezes o que acontece é a aplicação de um treino inadequado para determinadas condições físicas.

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Mas, uma vez que o praticante aprende a correr corretamente, benefícios como a redução da gordura corporal, equilíbrio nos níveis de açúcares no organismo, melhora do sistema cardiovascular e controle na pressão arterial vão aparecendo.

Então, podemos afirmar que: para começar a correr, é preciso estar preparado!

Eu mesma passei por alguns bocados para sair dos metros e entrar nos quilômetros novamente depois da infecção pela Covid-19. E só depois de um tratamento multissistêmico (ainda em andamento), meus treinos começaram a render mais e parei de lutar contra diversas dores.

Foto: Arquivo Pessoal.

Com auxílio do Dr. Rubens Cascapera Jr. (médico ortomolecular especilista em modulação hormonal e envelhecimento saudável) e da Dra. Andrea Breval Lindenberg (médica focada em qualidade de vida e emagrecimento), estou ajustando alguns marcadores sanguíneos, diminuindo cada vez mais a inflamação do meu organismo e recuperando parte da minha disposição e energia. Assunto que vou contar em detalhes muito em breve.

Outra questão que divide opiniões – e que já vivi na própria pele (ou melhor, perna) – é que a corrida prejudica o joelho e a coluna.

Corrida em si não prejudica o joelho e nem a coluna. Existem inclusive vários estudos comprovando isso. Algumas pessoas já têm algumas patologias antes da corrida, e com a prática, isso vai se agravando.

Assim, quando não corremos com assistência ou acompanhamento médico adequados – ou exageramos nos treinos – músculos fracos, rodagens altas e desgaste do corpo podem levar a lesões e complicações.

Foto: Arquivo Pessoal.

Outro mito que escuto bastante é: “corrida envelhece!”.

Ao correr ou praticar alguma atividade física ao ar livre entramos muito em contato com o sol, e os raios ultravioletas atingem a pele diretamente. Isso dá a sensação de envelhecimento, mas tudo pode ser prevenido com o uso de um protetor solar adequado.

Algo que vale atenção é o top que nós mulheres usamos durante a corrida. Invista sem medo nos modelos de compressão, alças largas e até mesmo no uso de dois tops ao mesmo tempo. Isso ajudará a mantê-los no lugar e causará menos incômodo no pós-treino.

Eu particularmente também uso proteção solar e viseira, mesmo em dias nublados.

Sobre emagrecer correndo: verdade!

Porém, dentro desse universo, não acredite que correr em jejum ou usando blusas pesadas acelera o processo. Suar por causa do calor das blusas te faz perder líquido e desidratar mais rápido. E o jejum, para quem quer começar a correr, não é indicado. Mesmo para uma pessoa obesa.

O corredor precisa da energia necessária para permanecer na atividade, e se não tem isso pode sofrer um pico de hipoglicemia e sentir-se mal.  Há inclusive alimentos que contribuem para dar aquele “up” no seu treino.

E correr dói?

Sim, mas geralmente após a corrida e depende da velocidade e quilometragem rodada. É muito comum ver maratonistas descendo escadas de costas, após correr uma maratona. Não se assuste!

Mas dores nas articulações não são normais em treinos diários. No caso de dores nos joelhos, tornozelos, por exemplo, o melhor é procurar um médico especialista para avaliar se existe algo de errado. E correr com dor é muito pior, pode agravar essa situação e aumentar o tempo de recuperação. Então, como já disse antes, escute seu corpo e respeite os seus limites.

Por fim, alimentação e hidratação são essenciais, para que dê tudo certo e que você se apaixone pelo esporte assim como eu.

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