Carol Barcellos divide histórias do jornalismo e da luta pelo esporte feminino

Por Redação

Carol Barcellos compartilha aventuras da cobertura esportiva | Go Outside
Foto: Divulgação

Em uma nova edição de seu livro “Quebrando os limites”, a jornalista Carol Barcellos divide os bastidores do seu trabalho com a cobertura esportiva e também conta histórias da sua relação com o esporte feminino. Publicada originalmente em 2016, a obra apresenta nesta edição novas aventuras durante reportagens e coberturas, como dos Jogos Olímpicos de Tóquio e da Copa do Mundo de Futebol Feminino.

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Jornalista da TV Globo desde 2008, a carioca compartilha no livro diversas passagens de sua vida e carreira para mostrar como aprendeu a superar o medo e a ultrapassar os limites. Carol já viveu experiências como fazer uma ultramaratona no deserto do Atacama, subir em árvores de 100 metros de altura e entrar em cavernas profundas no interior da China. 

Desde o lançamento da primeira edição do livro, além de ter vivido diversas outras experiências como repórter, ela também enfrentou mudanças na vida pessoal – histórias que ela divide nesta nova publicação.

Destemidas

Em um dos capítulos finais da nova edição do livro, Carol escreve sobre o Destemidas, projeto criado em parceria com a ONG Luta pela Paz, que atua no Complexo da Maré. O projeto reúne mulheres para correr. “É o esporte como pretexto para trabalhar autonomia e confiança, para que elas olhem para o lado e vejam que não estão sós. Para que uma inspire a outra”, relata.

A jornalista conta que a ideia surgiu depois de uma reportagem na Maratona de Boston. Era a comemoração de 50 anos da primeira mulher a correr aquela maratona: a americana Kathrine Switzer, hoje na casa dos 70 anos de idade e ainda corredora. Naquele ano de 2017, ela correu os 42 km para comemorar seu feito histórico. No dia seguinte, quando foi entrevistá-la, ela ficou sabendo que Carol também corria. Ao final da conversa, ela segurou sua mão e disse que deveria devolver ao esporte tudo o que o esporte havia dado a ela. As Destemidas nasceram ali.

Hoje, o grupo já tem 45 mulheres. “Cada uma tem sua história. Alguns passados e presentes fazem o peito doer. Lembro-me de olhos que brilharam por terem visto o mar pela primeira vez, mesmo morando no Rio de Janeiro.”

Cobertura da Copa feminina e a luta das mulheres no esporte

Carol Barcellos relata também no livro que nunca ter participado da cobertura de uma Copa do Mundo era uma frustação, chegava até a questionar se era por falta de competência sua, até que foi escalada para acompanhar a seleção brasileira feminina de futebol.

“Meses antes do evento, fiz uma série de reportagens. Na primeira, contávamos como é preciso ter coragem para ser mulher e jogar futebol. Até hoje é assim. As falas das jogadoras são chocantes. Marta: ‘Já vivi situações de homens dizendo: Vamos tirar a roupa dela para ver se é mulher mesmo’. Cristiane já ouviu: ‘A sapatão até sabe jogar bola’. Elas foram ofendidas, xingadas e até agredidas só porque queriam jogar bola. Contar a história do futebol feminino é contar uma história de resistência, de mulheres desbravadoras que desconstruíram um padrão e buscaram o que a maioria repelia.”.

Carol conta como foi acompanhar de perto o primeiro jogo das mulheres numa Copa do Mundo a ser transmitido ao vivo pela televisão aberta.

Carol Barcellos compartilha aventuras da cobertura esportiva | Go Outside
Imagem: Divulgação

Serviço

Livro: Quebrando os limites – Como superar desafios na vida
Editora Planeta

Autora: Carol Barcellos

176 páginas

R$49,90

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