Dor na corrida: tudo o que você precisa saber

Por Redação

Dor na corrida: tudo o que você precisa saber
Foto: Shutterstock

A história do “no pain, no gain” não existe. Traduzida, a frase significa “sem dor, sem ganhos”, e associa a conquista de qualquer benefício diretamente à dor. Mas não é bem assim. Não é saudável sentir dores durante a prática de exercícios físicos. Por ser um termômetro importante, qualquer incômodo deve ser levado a sério. Entenda como lidar com a dor na corrida:

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As dores mais comuns na corrida

No caso dos corredores, as dores costumam envolver os membros inferiores (como joelhos, tornozelos, panturrilhas e pés) e a coluna. Dores relacionadas a essas partes do corpo são um sinal de que algo não está normal e precisa ser verificado. É importante ressaltar que cada pessoa tem uma tolerância diferente à dor. Há quem se sente mais incomodado que outras pessoas; algumas conseguem continuar correndo, mesmo com um incômodo, outras, não. Tudo vai depender da sua idade, intensidade de treinos, histórico de lesões, se você é iniciante ou não.

Dor durante a corrida: o que fazer?

De modo geral, se a dor acontece durante o treino, o ideal é parar, alongar-se, se possível colocar gelo no local e voltar a correr. Se ela incomodar muito, pare o treino, repouse por cerca de dois dias e volte com uma corrida mais tranquila. Se a dor persistir, vá ao médico. Um diagnóstico preciso e precoce permite que você fique menos tempo “de molho” e o tratamento seja mais rápido.

Se a dor aparecer durante uma prova, o recomendado é parar, afastar-se da pista e se alongar. Depois, volte ao percurso caminhando e aumente o ritmo aos poucos. Mas não “tire os olhos” da dor. Se ela recomeçar, complete a prova caminhando ou, se ficar insuportável, abandone-a. É melhor não forçar a barra na competição do que passar meses tratando uma lesão que evoluiu. Estiramentos, por exemplo, só pioram se forem forçados.

Lesões mais comuns na corrida

As lesões mais comuns entre os corredores são musculares (coxa e panturrilha), tendinopatias (tendinites), fraturas por estresse, fascite plantar e também lesões articulares (joelho, tornozelo e região do quadril). Este último tipo de lesão é o mais preocupante, porque envolve cartilagens e ligamentos. O quadril, mais especificamente, é repleto de estruturas musculoesqueléticas importantes. Se alguma dor surgir nas articulações ou se o local inchar, repouse de dois dias a uma semana.

Já as dores de origem muscular normalmente são por fadiga, portanto um período breve de descanso, de dois a três dias, pode resolver. É importante também aliar ao repouso alimentação e hidratação adequadas e gelo no local. E, claro, se a dor persistir, vá ao médico.

Conseguir detectar logo o problema deixará o corredor mais tranquilo e permitirá que o treinador modifique o treino adequadamente. O médico existe para te dar qualidade de vida e fazer com que você melhore, não para fazer você parar de correr.

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