Coceira na vagina: o que pode ser, como aliviar e evitar

Por Redação

Coceira na vagina | Go Outside
Foto: Shutterstock

A coceira na vagina, também chamada de prurido vaginal, é muito comum entre mulheres de todas as idades. No entanto, nem todo incômodo tem a mesma origem e, por isso, não devem ser tratados da mesma forma. Confira explicações de uma especialista sobre o que pode ser sua coceira na vagina e como aliviar e evitar esse problema:

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A ginecologista, obstetra e mastologista Thais Santarossa, médica no hospital São Luiz e clínica Santarossa & Boni, explica que o agente mais comum que leva ao prurido vaginal é a candida albicans, uma espécie de fungo que causa a candidíase. Mas outros agentes e hábitos podem causar uma infecção ou irritação.

Razões para ter coceira na vagina:

  • Candidíase (causada por fungo);
  • Tricomoníase (causada por protozoário);
  • Bactéria gardnerella;
  • Herpes vaginal;
  • Produtos que agridem a vulva e a vagina e causam alergia, como alguns detergentes, alvejantes, amaciantes, absorventes e sprays para higiene íntima;
  • Uso de roupas apertadas;
  • Calcinhas sintéticas;
  • Biquíni molhado;
  • Areia de praia;
  • Cloro de piscina.

Coceira na vagina: o que fazer?

Thais Santarossa esclarece que o tratamento do prurido vaginal e o que fazer para aliviar a coceira depende da causa: “Normalmente, tratamos com medicação via oral, creme vaginal e creme utópico na vulva. Cada caso é um caso e tratamos com um medicamento específico”.

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“Em todos os casos é importante procurar um(a) ginecologista para fazer o diagnóstico e tratamento corretos”, completa.

A médica ainda alerta que não existe nenhum remédio caseiro para coceira na vagina com eficiência comprovada cientificamente.

O que pode ser feito é evitar que a coceira comece. “Primeiramente, deve-se melhorar a imunidade, já que o agente mais comum é o da candidíase, que atinge mulheres com baixa imunidade. Também é preciso evitar calcinhas de lycra, roupas apertadas e biquíni molhado”, diz a ginecologista.

A médica ainda aconselha o uso apenas de calcinhas de algodão.

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