Carnaval: 5 destinos de aventura para quem quer fugir da folia

Por Redação

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Vale do Pati, na Chapada Diamantina (BA) - Crédito editorial: Caio Pederneiras / Shutterstock.com

Vou tentar adivinhar: você gosta mesmo é de praticar esportes e qualquer escapadinha do trabalho quer aproveitar para se entocar na natureza? Ok, a gente entende. A verdade é que todo feriado prolongado – inclusive o carnaval – é uma boa oportunidade de desfrutar o melhor que os destinos de aventura podem oferecer.

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Selecionamos 5 opções de lugares no Brasil que, mesmo pertinho das cidades típicas de folia, são verdadeiros recintos de beleza e adrenalina. Se você também faz parte do grupo de pessoas que prefere recarregar as energias e voltar com força total depois do feriadão, confira abaixo nossa lista.

Serra do Cipó (MG)

A escaladora Francine Borges na via Sinos de Aldebaran (Foto: Bruno Graciano)

Se o seu negócio é esporte de aventura, a Serra do Cipó é o lugar perfeito. O Parque tem mais de 60 cachoeiras, cânions e trilhas totalmente preservadas. Você pode escolher percorrer os trechos a pé ou de bike. Apesar disso, nos últimos anos, a escalada é quem tem dominado a cena por lá. Isso porque, o destino – que fica a cerca de  100 km de Belo Horizonte – conta com paredões de calcário de até 60 metros e, segundo guias locais, o número de vias de escalada passa de 350. O local conta ainda com diversos hotéis, sendo um ótimo programa para famílias.

Serra da Bocaina (RJ/SP)

Foto: Shutterstock.

A Serra da Bocaina é uma das únicas regiões do Brasil onde é possível encontrar, num mesmo ambiente, Mata Atlântica e floresta de araucárias – vegetações típicas do Sul do país e da Mantiqueira. Localizada na divisa dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, a serra abrange as cidades de Areias, Cunha, São José do barreiro, Ubatuba, Angra dos Reis e Paraty. O local é perfeito para dias inteiros de pedal em meio à floresta, campos de altitude, cachoeiras e nascentes de rios. Uma boa opção é ir até a base do pico do Tira Chapéu – o ponto mais alto da Bocaina, com 2.088 metros, de onde é possível enxergar o parque todo, além da baía de Paraty e a serra da Mantiqueira. Você não vai conseguir chegar de bike até o topo. Encontre um canto para deixar as magrelas em segurança e encare a subida de cerca de 1h30 de caminhada, para ser recompensado com uma vista de 360 graus.

Chapada Diamantina (BA)

Vale do Pati, Chapada da Diamantina. Foto: Shutterstock.

O Parque da Chapada Diamantina, que protege um extenso altiplano de até 1.200 metros de altitude, é fonte inesgotável de água, com inúmeros rios e cachoeiras. Conhecê-lo de bike é uma excelente opção: a partir da cidade de Lençóis, há trilhas de um dia até pontos turísticos como o Morro do Pai Inácio, o rio Roncador e o Poço Verde. Em Lençóis, há agências que operam voltas de bike de até uma semana. Outra boa opção é partir para um trekking extenso e profundo pelo Vale do Pati, local apontado por muitos como uma das travessias mais bonitas do Brasil. Existem vários possíveis roteiros, partindo do vale do Capão, Guiné e Andaraí. Quase todos pedem um guia que conheça bem a região. Mas muitos grupos também se formam em Lençóis, a 420 quilômetros de Salvador. Além de ser a cidade com a melhor infraestrutura, é nela que se concentram as agências de turismo.

Parque Nacional do Catimbau (PE)

Foto: shutterstock

Situado a menos de 300km de Recife, o Catimbau mistura natureza e história e conta com uma verdadeira particularidade: os sítios arqueológicos. Apesar da beleza, esse ainda é um dos parques nacionais menos visitados no país e é considerado o segundo maior parque arqueológico do Brasil. Isso mesmo, são 27 sítios arqueológicos com pinturas rupestres estimadas em até 6 mil anos de idade que compõem uma grande vitrine de expressões da nossa pré-história. Além disso, os viajantes que chegam por lá, podem explorar diversos trekkings, como a Trilha de Malhador, Trilha do Coqueiro, Trilha da Jibóia, Trilha do Brejo de São José, Trilha da Igrejinha, Trilha Cerca de Pedra, Trilha da Pinga, Trilha do Gogó da Ema, Trilha das Torres. As atrações não acabam por aí: também é possível encontrar terrenos antigos com cavernas, cânions e lapiais. A época de chuvas – que acontece de dezembro a junho – é a melhor para visitar a região, já que os visuais da caatinga se tornam ainda mais impressionantes.

Praia do Bonete, Ilhabela (SP)

trilha do bonete ilhabela
Foto: shutterstock

Se o seu negócio é praia, mas ainda sim você quer fugir da lotação típica do carnaval, uma boa pedida é a praia do Bonete, na Ilhabela. A praia é muito tranquila, porque tem um acesso mais complicado: carro não chega e o turista precisa escolher entre chegar de barco ou trilha. A trilha é uma boa pedida se você gosta de emoção e natureza. Isso porque o percurso de cerca de 13km é imerso na Mata Atlântica, passa por duas grandes cachoeiras e conta com diversos mirantes de tirar o fôlego. Se você manda bem na magrela, saiba que  é possível chegar de bicicleta – mas se você escolher essa opção, prepare-se para carregar o equipamento com freqüência, pois há trechos íngremes e com pedras que não são pedaláveis. Durante os seus dias, você terá acesso a uma comunidade caiçara de 350 pessoas, poderá aproveitar os diversos poços de água doce da região, além de fazer trilhas para as praias vizinhas, Anchovas e Indaiauba – com a segunda exigindo muito mais preparo físico. Outro grande destaque da região é o surfe. Conhecida por seus tubos perfeitos, o Bonete é o destino perfeito para quem já tem experiência no esporte. Mas atenção! Algumas dicas são válidas: respeite a cultura local, evite pegar a trilha se tiver chovido muito dias antes e informe-se sobre a previsão do mar, pois dependendo da condição, não tem como chegar e nem sair de barco.







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