Uma turista na Indonésia escapou por pouco dos tentáculos da morte depois de, sem saber, gravar um vídeo segurando um polvo considerado o mais venenoso do mundo.  O vídeo, postado pela norte-americana Kaylin Phillips, viralizou no TikTok.

Durante um intercâmbio em Bali, Indonésia, a jovem filmou a si mesma segurando um polvo-de-anéis-azuis (Hapalochlaena maculosa) que ela encontrou na praia. A surpresa veio quando a jovem começou a investigar este invertebrado marinho, que, apesar de seu pequeno tamanho, carrega veneno suficiente para matar 26 adultos em questão de minutos.

“Liguei para meu pai chorando 3 horas depois”, diz a legenda do vídeo, que foi postado na rede social na segunda-feira. Mas supostamente o vídeo com o polvo foi filmado três anos atrás.

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Embora pareça inofensivo e chame bastante atenção, o polvo-de-anéis-azuis possui uma substância química injetável pela mordida que é mil vezes mais poderosa do que o cianeto. Além disso, as mordidas são pequenas e muitas vezes indolores, mas seu veneno, chamado tetrodotoxina, ou TTX, pode induzir problemas respiratórios e paralisia em apenas 10 minutos. Não há antídoto para esse veneno.

Veja o vídeo da jovem segurando o polvo mais venenoso do mundo:

@kaylinmarie21Called my dad crying 3 hours later in Bali🙃 ##blueringoctopus ##bali ##uluwatu ##fyp ##imdumb ##thanksjesuschrist ##ShowerWithMoxie ##EnvisionGreatness♬ Oh No Oh No Oh No No No – Dubskie

Felizmente, o polvo de anéis azuis não atacará a menos que se sinta ameaçado, em que seus anéis de safira brilharão em um azul iridescente – daí o nome.

Kaylin, por exemplo, está grata por ela “ainda estar viva”, de acordo com o vídeo. Especialmente porque ela explicou nos comentários que teria “segurado 2 deles no mesmo dia” por 20 minutos e até tentou alimentá-los.

Em um estudo de 2008, por exemplo, um menino de 4 anos sobreviveu a uma mordida de polvo de anel azul. Ele recebeu intubação e oxigênio de um ventilador dentro de 30 minutos após a picada.

A paralisia do veneno começou a passar após 15 horas, e os médicos removeram o ventilador após 17 horas. O estudo relatou que a criança não teve complicações de longo prazo com a mordida.