A região espanhola de Andaluzia abriga alguns dos destinos mais populares do país – Málaga, Sevilha, Granada e Cádiz – mas agora também é o mais novo lugar a anunciar uma repressão ao turismo.
Cerca de 12 milhões de pessoas visitam a Andaluzia todos os anos. E, embora o turismo represente cerca de 15% da receita da região, o local ainda enfrenta dificuldades com os impactos do “overtourism”, o turismo em excesso, especialmente quando se trata da disponibilidade de moradia para os residentes locais.
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Para enfrentar esse problema, foi anunciado que a região em breve implementará o que está sendo chamada de Lei de Turismo Sustentável.
As novas regras, que foram aprovadas em 18 de fevereiro, têm como objetivo equilibrar melhor a relação entre visitantes e moradores, além de introduzir inspeções mais rigorosas e sanções severas para aqueles que não cumprirem a lei, como oferecer aluguéis de curto prazo sem licença para turistas.
Na verdade, qualquer violação da lei pode resultar em multas que variam entre 2 mil e 100 mil euros (R$ 12 mil a R$ 609 mil), mas aqueles que operarem apartamentos turísticos “não regulamentados” podem ser penalizados com multas impressionantemente salgadas de até 600 mil euros (R$ 3,6 milhões).
Até agora, apartamentos e vilas escapavam dessas regulamentações, mas os conselhos locais agora terão o poder de autorizar ou bloquear a criação de propriedades privadas para hospedagem turística.
Além disso, a Lei de Turismo Sustentável busca distribuir melhor o turismo para áreas rurais e do interior, estabelecendo novos planos turísticos, que o conselho local vê como uma alternativa sustentável.
De acordo com o jornal Mirror, a Junta de Andalucía, que é o conselho administrativo da região, declarou: “A Andaluzia será um exemplo de como respeitar a identidade local, proteger nosso legado e gerar oportunidades sustentáveis dentro do turismo. Isso também estabelecerá a Andaluzia como uma parte fundamental da economia e do emprego na Espanha.”