Testamos 102 modelos em milhares de quilômetros, incluindo treinos longos, tiros, competições e dias de recuperação. Estes 14 se destacaram como os melhores tênis de corrida.
+ Testamos: Saucony Kinvara Pro
+ Nike Vomero 18: review do modelo que é maior, mais macio e mais suave
+ Adidas Adizero Adios Pro 4: review e primeiras impressões
+ Adizero Adios Pro Evo 1: review e durabilidade do super tênis
A tecnologia dos tênis de corrida está em constante evolução para atender às necessidades de uma ampla variedade de corredores — desde aqueles que estão começando a ganhar condicionamento até os que buscam superar seus próprios limites. Hoje, a diversidade de estilos disponíveis é maior do que nunca, com marcas introduzindo constantemente novas espumas, formatos inovadores, alturas de entressola que variam de minimalistas a extremamente altas e uma infinidade de experiências para se adequar a qualquer tipo de passada e preferência.
No entanto, essa variedade pode gerar paralisia na hora da escolha. Para ajudar você a encontrar o melhor tênis para suas necessidades específicas, testamos mais de 100 modelos novos e atualizados com uma equipe diversificada de mais de 20 avaliadores. Seja para encontrar um modelo veloz que faça você se sentir voando (e ajudar a bater seu recorde pessoal) ou um parceiro confiável para o dia a dia, nosso guia está aqui para ajudar.
Os melhores tênis de corrida
Resumo
Os Melhores Tênis de Corrida para Treinos
- Melhor Geral: Asics Novablast 5 (R$ 999)
- Melhor Amortecido: Nike Vomero 18 (R$ 949)
- Melhor para Longas Distâncias: Brooks Glycerin Max (R$ 1.799)
- Melhor Custo-Benefício: Brooks Launch 11 (R$ 1.099)
- Melhor Leve: Mizuno Neo Zen (R$ 999)
- Melhor Supertrainer: Nike Zoom Fly 6 (R$ 1.424)
- Melhor para Recuperação: Diadora Nucleo 2 ($ 160) [não está disponível no Brasil]
- Melhor Passada Natural: Mount to Coast R1 ($ 160) [não está disponível no Brasil]
Os Melhores Tênis de Corrida para Estabilidade
- Melhor Geral: Asics GEL-Kayano 31 (R$ 1.299)
- Melhor com Amortecimento Extra: Puma ForeverRun Nitro 2 (R$ 999)
- Melhor Estabilidade Leve: Brooks Hyperion GTS 2 ($ 140) [não está disponível no Brasil]
Os Melhores Tênis de Corrida para Provas
- Melhor para Maratonas: Nike Alphafly 3 (R$ 2.374)
- Vice-campeão para Maratonas: Saucony Endorphin Elite 2 ($ 275) [não está disponível no Brasil]
- Melhor para Provas Curtas de Rua: Adidas Adizero Adios Pro 4 (R$ 1.999)
Os melhores tênis de corrida para treinos
Detalhados
Melhor Geral: Asics Novablast 5
R$ 999
Peso: 255 g (masculino), 224 g (feminino)
Altura do Solado: 41,5–33,5 mm (masculino); 40,5–32,5 mm (feminino)
Drop: 8 mm

Prós e Contras
⊕ Ótima relação peso-amortecimento
⊕ Passada suave
⊖ Pouca aderência do solado em superfícies molhadas
Versátil, amortecido e responsivo, poucos tênis preenchem tantos requisitos quanto o Asics Novablast 5. A Asics aprimorou a entressola com o FF Blast Max, um composto à base de poliolefina que é um pouco mais macio e responsivo que seu antecessor. Testadores elogiaram a experiência “acolchoada” e a sensação “viva e energética” sob os pés.
Apesar da espessa camada de espuma sob os pés, o Novablast 5 continua surpreendentemente ágil para um tênis de treinos diários. Embora não seja nossa primeira escolha para treinos de velocidade, ele se sai melhor do que qualquer outro calçado diário testado. A estabilidade também impressiona, graças à base larga e à responsividade da espuma, que evita a sensação de instabilidade.
O ajuste manteve-se fiel ao tamanho, com um cabedal em mesh jacquard sem costura que melhora o conforto. Desde o primeiro uso, o Novablast 5 já se mostrou pronto para correr, sem necessidade de amaciamento.
O ponto fraco está no solado: para manter o peso baixo, a Asics reduziu a quantidade de borracha. Isso não afetou a tração em superfícies secas, mas um testador relatou falta de confiança em pisos molhados. “Não escorrega, mas também não agarra bem”, disse ele.
Raramente sugerimos um tênis que funcione para todo tipo de corredor, mas o Asics Novablast 5 se destaca como um modelo que praticamente qualquer um pode apreciar para quase qualquer tipo de corrida.
Melhor Amortecimento: Nike Vomero 18
R$ 949
Peso: 326 g (masculino), 264 g (feminino)
Altura do Solado: 46–36 mm
Drop: 10 mm
+ Nike Vomero 18: review do modelo que é maior, mais macio e mais suave

Prós e Contras
⊕ Estabilidade impressionante para um tênis tão alto
⊕ Extremamente confortável
⊖ Pesado e lento
O Vomero 18 recebeu 6 mm extras de espuma na entressola, tornando-se o tênis de corrida mais amortecido da Nike até agora. Ele combina uma entressola de dupla densidade, com a nova versão do Nike React X (que a Nike afirma ter 13% mais retorno de energia) e a espuma ZoomX, presente nos modelos Alphafly e Vaporfly. O resultado é um amortecimento responsivo e incrivelmente estável para um tênis de perfil alto.
No entanto, toda essa maciez tem um custo: o Vomero 18 pesa 326 g no masculino e 264 g no feminino, tornando-se o tênis mais pesado testado. Embora bem equilibrado, os testadores observaram que ele é mais adequado para corridas diárias e confortáveis.
Melhor para Longas Distâncias: Brooks Glycerin Max
R$ 1.799
Peso: 298 g (masculino), 269 g (feminino)
Altura do Solado: 45–39 mm
Drop: 6 mm

Prós e Contras
⊕ Entressola ajustada para maciez e responsividade
⊕ Base larga garante estabilidade
⊖ Sensação um pouco volumosa
O Brooks Glycerin sempre foi um tênis premium altamente amortecido. Com o aumento geral da altura dos solados, o Glycerin Max eleva ainda mais o patamar da linha.
A entressola DNA Tuned da Brooks varia a densidade da espuma, tornando-a mais macia no calcanhar externo e mais firme no antepé. O resultado é um tênis que oferece amortecimento sem comprometer a estabilidade. As paredes laterais elevadas e a base larga contribuem para uma plataforma estável.
Melhor Custo-Benefício: Brooks Launch 11
R$ 1.099
Peso: 218 g (masculino), 201 g (feminino)
Altura do Solado: 35,5–27,5 mm
Drop: 8 mm

Prós e Contras
⊕ Excelente custo-benefício
⊕ Ajuste preciso e confortável
⊕ Versátil
⊖ Pode ser estreito para alguns pés
O Brooks Launch 11 entrega um excelente desempenho pelo preço. Ele não tem amortecimento excessivo ou placas de carbono, mas proporciona um contato firme com o solo e um leve retorno de energia.
Os testadores elogiaram o conforto e a versatilidade do Launch 11 para diferentes tipos de corrida. No entanto, alguns acharam o ajuste um pouco estreito.
Melhor Tênis Leve para Treinos: Mizuno Neo Zen
R$ 999
Peso: 238 g (masculino), 201 g (feminino)
Altura da entressola: 39,5–33,5 mm
Drop: 6 mm

Prós e Contras
⊕ Entressola com ótima resposta
⊕ Passada suave e confortável
⊖ Parte superior pode enrugar para quem tem pés estreitos
Com o mercado se voltando cada vez mais para tênis mais macios, a Mizuno – conhecida por seus calçados mais firmes – ficou um pouco para trás. Até agora. Os testadores ficaram impressionados com o conforto e a suavidade do Mizuno Neo Zen. O grande diferencial? Sua entressola de TPU supercrítico infundida com nitrogênio.
“Parece completamente diferente de qualquer outro tênis. É muito macio, mas ainda assim tem resposta quando você acelera”, disse um testador. Outro acrescentou: “É macio o suficiente para absorver impacto em corridas leves, mas tem um retorno de energia que torna aumentar o ritmo muito fácil.”
Apesar de contar com quase 40 mm de espuma no calcanhar, o Neo Zen ainda é incrivelmente leve. Curiosamente, diferente da tradição da Mizuno com suas placas Wave, esse modelo não tem placa na entressola como a maioria dos super trainers. Isso resulta em menos propulsão para competições, mas entrega uma corrida mais fluida e natural para treinos intensos.
A parte superior é feita de um tecido knit elástico de peça única, que se adapta a vários formatos de pés. Esse tipo de construção pode ser um acerto ou um erro, já que nem sempre envolve o pé com segurança. Mas, fora alguns pequenos vincos na região dos dedos quando os cadarços estão bem apertados, os testadores elogiaram o ajuste tipo meia e o conforto imediato.
Melhor Super Trainer: Nike Zoom Fly 6
R$ 1.424
Peso: 264 g (masculino), 218 g (feminino)
Altura da entressola: 40–32 mm
Drop: 8 mm

Prós e Contras
⊕ Funciona para diferentes tipos de corredores
⊕ Bom desempenho em vários ritmos
⊖ Transição do calcanhar pode ser estranha para quem pisa com o calcanhar primeiro
Os super trainers combinam tecnologia de competição com elementos mais duráveis. O Zoom Fly 6 herda a espuma ZoomX – a mais avançada da Nike – usada nos Vaporfly e Alphafly. Porém, ao contrário desses modelos de competição, ele adiciona uma camada inferior de EVA mais estável e durável, tornando-se um tênis de treino diário que pode aguentar uma carga maior de quilômetros.
O Zoom Fly 6 também tem uma base mais larga para maior estabilidade e um perfil mais baixo que garante maior conexão com o solo. A versão anterior parecia um pouco volumosa no pé, mas esta nova é mais esbelta e aerodinâmica. Nos testes, sentimos que ele era leve e rápido em treinos de ritmo ou tiros, além de estável e confortável em rodagens mais longas e lentas. Porém, a transição do calcanhar para a frente pode ser um pouco estranha para quem pisa primeiro com o calcanhar.
A placa de carbono entre as camadas de espuma não é tão rígida nem agressivamente curvada como nos modelos Vaporfly, mas estabiliza a passada e economiza energia. O solado de borracha texturizada oferece ótima aderência em pisos secos e molhados, e até se sai bem em estradas de terra compactada. O cabedal de mesh é respirável e confortável, e a língua semi-gussetada mantém o pé bem firme.
Para corredores que não querem gastar mais de R$ 1.500 em um super tênis só para provas, o Zoom Fly 6 pode ser uma ótima alternativa – e muitos dos nossos testadores se apaixonaram por ele.
Melhor para Recuperação: Diadora Nucleo 2
[não está disponível no Brasil]
Peso: 275 g (masculino), 210 g (feminino)
Altura da entressola: 35–30 mm
Drop: 5 mm

Prós e Contras
⊕ Boa combinação de amortecimento e estabilidade
⊕ Cabedal confortável
⊖ Parte frontal apertada para quem tem pés largos
Um tênis extremamente macio pode ser confortável para corridas regenerativas, mas acreditamos que um modelo com certa estabilidade também faz um ótimo trabalho na recuperação. O Diadora Nucleo 2 é classificado como um tênis neutro, mas seu contraforte atualizado se estende até o mediopé, fornecendo suporte extra para passadas cansadas.
“O contraforte rígido me faz sentir mais protegido e estável”, disse um testador. “Ele me deu mais segurança para rodar por mais tempo.” A espuma proprietária Anima da Diadora absorve impactos sem parecer excessivamente fofa, tornando-se uma excelente opção para aqueles treinos em que só queremos desligar a mente e rodar confortavelmente. O solado também impressionou pela aderência, mesmo em terrenos úmidos.
Outro ponto forte é que, apesar de ser um tênis de estrada, seu solado permite pequenas explorações. Feito com borracha antiabrasiva da Diadora, ele se saiu bem até em trilhas leves e em ruas com neve derretendo e placas de gelo.
“O grip é um pouco melhor do que outros tênis, então funciona em terrenos mistos ou condições não ideais”, disse um testador. Além disso, o cabedal de mesh macio, combinado com a língua e o colarinho acolchoados, proporciona um ajuste extremamente confortável – exatamente o que precisamos após dias de treinos pesados.
Melhor Passada Natural: Mount to Coast R1
[não está disponível no Brasil]
Peso: 241 g (masculino), 213 g (feminino)
Altura da entressola: 35–27 mm
Drop: 8 mm

Prós e Contras
⊕ Passada suave
⊕ Estável
⊕ Sistema de amarração ajustável
⊖ Pouco amortecimento
A Mount to Coast, de Hong Kong, pode ser nova no mercado de tênis, mas já está chamando atenção com sua abordagem inovadora para o running. Projetado para ultradistâncias, o R1 é um tênis de treino diário com altura de entressola moderada e excelente sensação de contato com o solo.
Um testador descreveu a corrida com ele como “quase minimalista, permitindo movimento natural dos pés e sensibilidade, enquanto ainda amortece impactos bruscos”. O segredo está na combinação de uma entressola proprietária de PEBA infundida com nitrogênio e uma inserção em PU em formato de S, que se estende do mediopé lateral até abaixo do dedão. Os testadores relataram que essa estrutura mais firme proporcionou uma plataforma estável na transição da aterrissagem até a impulsão, sem interferir no controle da passada.
Outro diferencial é o sistema de amarração dupla: um cadarço tradicional no mediopé e um ajuste rápido na parte frontal. Esse design permite personalizar a tensão em cada região, garantindo um encaixe sob medida. Os testadores adoraram como o sistema possibilita mais espaço para os dedos sem comprometer a firmeza no mediopé.
Apesar de ser vendido como um tênis para ultramaratonas, o Mount to Coast R1 é uma excelente opção para quem busca um modelo de treino diário com toque de amortecimento, sem perder a sensação natural da passada.
Os melhores tênis de corrida para estabilidade
Detalhados
Melhor Geral: Asics GEL-Kayano 31
R$ 1.299
Peso: 303 g (masculino), 261 g (feminino)
Altura da entressola: 40–30 mm (masculino); 39–29 mm (feminino)
Drop: 10 mm

Prós e Contras
⊕ Excelente amortecimento na entressola e no cabedal
⊕ Passada fluida e bem estruturada
⊕ Estável sem ser rígido ou desconfortável
⊖ Um pouco pesado
Nossos testadores já eram fãs do GEL-Kayano 30, que representou uma grande mudança na linha e mostrou como as marcas estão repensando a estabilidade nos tênis de corrida. O Kayano 31 manteve essa evolução — e ficou ainda melhor. “Por ser um tênis de estabilidade, achei que seria mais rígido”, disse um testador. “Mas me surpreendeu o nível de amortecimento.”
Assim como o modelo anterior, o Kayano 31 tem uma base larga, um recorte angular no calcanhar e um solado alargado na parte da frente. Em vez de uma peça rígida para controle da pisada, a Asics usa uma espuma responsiva sob o arco do pé. Segundo a marca, essa combinação ajuda a reduzir o tempo de pronação máxima e a guiar suavemente a passada de volta para uma posição neutra, sem bloquear os movimentos naturais do pé.
Outra novidade está no cabedal, agora feito de mesh tecnológico que se ajusta bem a diferentes formatos de pé. Testadores elogiaram como o material parece “abraçar” os pés e destacaram o conforto da língua acolchoada e do colar do calcanhar. O solado de borracha também foi aprimorado e apresentou ótima aderência em pisos molhados.
O GEL-Kayano 31 é um ótimo upgrade de um tênis já confiável, garantindo uma corrida estável, responsiva e confortável.
Melhor com Amortecimento Extra: Puma ForeverRun Nitro 2
R$ 999
Peso: 295 g (masculino), 230 g (feminino)
Altura da entressola: 38–28 mm
Drop: 10 mm

Prós e Contras
⊕ Macio e com passada fluida
⊕ Estável sem restringir o movimento
⊖ Caixa do antepé pode ser apertada para alguns corredores
O Puma ForeverRun Nitro 2 tem uma entressola volumosa de espuma TPE com infusão de nitrogênio e um formato dianteiro mais largo, o que dá a sensação de um tênis robusto. O amortecimento é generoso, mas o modelo ainda consegue manter um peso razoável e proporcionar uma corrida confortável e equilibrada.
Nossos testadores elogiaram a sensação sob os pés, destacando que a espuma — uma combinação de um núcleo macio envolvido por uma camada mais firme — entrega uma passada “suave e fácil”. Essa não é uma característica comum em tênis de estabilidade, o que torna o ForeverRun Nitro 2 um diferencial.
O cabedal de mesh tecnológico elimina costuras internas, exceto pela língua semi-gussetada, que melhora a fixação do mediopé. A estrutura do calcanhar é bem segura, com um clipe externo estabilizador, enquanto o mediopé mais justo dá lugar a uma parte dianteira ampla, que adiciona estabilidade ao longo da passada.
Apesar do design mais largo na base, alguns testadores sentiram falta de espaço interno, especialmente na região dos dedos. Ainda assim, o ForeverRun Nitro 2 é uma excelente escolha para quem busca um tênis que combine estabilidade e amortecimento sem abrir mão do estilo.
Melhor Estabilidade Leve: Brooks Hyperion GTS 2
[não está disponível no Brasil]
Peso: 215 g (masculino), 195 g (feminino)
Altura da entressola: 31,5–23,5 mm
Drop: 8 mm

Prós e Contras
⊕ Leve
⊕ Passada ágil, com boa sensação de suporte
⊕ Cabedal altamente respirável
⊖ Pode ser muito macio no calcanhar para alguns
O primeiro modelo do Brooks Hyperion GTS já impressionava pelo conforto leve e o amortecimento energizado com nitrogênio, descrito por um dos testadores como “divertido e rápido”. A segunda versão foi aprimorada com uma nova composição de entressola — o DNA Flash v2 infundido com nitrogênio — que a Brooks afirma ser mais leve e responsiva que o modelo anterior. E concordamos: um dos testadores descreveu como “dinâmico” enquanto outro notou como o tênis parece “impulsionar” enquanto comprime, oferecendo um retorno impressionante de energia.
O GTS 2 mantém as guias estabilizadoras nas laterais do calcanhar — uma extensão elevada da espuma da entressola no lado externo e uma peça mais firme de TPU no lado interno — para ajudar a reduzir o deslocamento e a rotação do calcanhar em corredores cuja passada tende a desviar excessivamente para dentro ou para fora, especialmente no final da corrida devido ao cansaço.
Apreciamos a sensação de suporte sem perder a fluidez e agilidade quando queríamos aumentar o ritmo. “Com certeza faria treinos de velocidade com eles,” disse um testador. “São responsivos, ágeis e leves.” Esses tênis são ideais para qualquer corredor que busque um tênis de treino diário ou para provas que proporcione uma boa conexão com o solo, sem ser minimalista. O amortecimento é perceptível e vibrante, enquanto os recursos de estabilidade são discretos. “Achei fácil correr em qualquer velocidade,” disse um testador. “Eles são muito responsivos ao que eu quiser fazer com eles.”
Os Melhores Tênis de Corrida para Provas
Detalhados
Melhor para Maratonas: Nike Alphafly 3
R$ 2.374
Peso: 221 g (masculino), 176 g (feminino)
Altura da entressola: 40–32 mm
Drop: 8 mm

Prós e Contras
⊕ Sensação de salto, como um trampolim
⊕ Funciona para uma ampla variedade de corredores
⊕ Mais leve do que as versões anteriores do Alphafly
⊖ Calcanhar pode parecer instável
⊖ Difícil de encontrar em tamanhos específicos
Já corremos com todas as três versões do Alphafly até agora e achamos que esta terceira iteração é uma ótima atualização. Ajustes sutis na geometria do tênis, incluindo uma base mais larga e a placa de fibra de carbono, combinados com unidades Air Zoom reposicionadas e a entressola esculpida estrategicamente, dão ao Alphafly 3 uma sensação bastante diferente de seu antecessor, que muitos acharam pesado e desajeitado em comparação com o original. Este tênis novamente tem a sensação de ser saltitante, divertido e rápido.
Complementando o amortecimento e o retorno da espuma ZoomX (Pebax) e das unidades Air Zoom (bolsões de ar comprimido e fios tensíveis), há uma placa de fibra de carbono ao longo de toda a extensão da entressola que dá ao tênis uma resposta extra e adiciona um toque de estabilidade que até os corredores mais eficientes podem se beneficiar quando estão fatigados (maratona, alguém?). Uma de nossas testadoras mais competitivas elogiou o Alphafly 3 por sua sensação de impulso e economia de energia e afirmou que não usará outro tênis em corridas mais longas que 15 km. Outra testadora rápida observou: “Mesmo correndo a uma velocidade de 5k, achei que o Alphafly respondeu rapidamente, incentivando uma rotação rápida.” Alguns corredores mais lentos notaram, no entanto, que aterrissar no calcanhar esculpido do Alphafly pode criar uma sensação de instabilidade até que a placa se engaje no rolar do pé.
O cabedal do Alphafly 3 é uma malha leve e super respirável com língua integrada e cadarços finos e recortados que ficam bem ajustados e amarrados. Nossos pés ficaram confortáveis e seguros, sem pontos de pressão, sobre a plataforma pronta para voar. Adoramos o fato de que esse modelo ficou mais leve do que as versões anteriores, o que só contribui para sua prontidão para competições.
Vice-campeão para Maratonas: Saucony Endorphin Elite 2
[não está disponível no Brasil]
Peso: 198 g (masculino)
Altura da entressola: 39,5–31,5 mm
Drop: 8 mm

Prós e Contras
⊕ Rápido e elástico
⊕ Ajuste seguro no pé
⊖ Um pouco instável
Que transformação! Esta segunda versão do Saucony Elite não poderia ser mais diferente da primeira. A principal razão para isso é a sensação sob os pés do novo material exclusivo da Saucony para a entressola, feito de TPEE, que eles chamam de espuma “IncrediRUN”. Enquanto a entressola do Elite original parecia moderadamente firme até ser comprimida com força, a do Elite 2 tem uma sensação extremamente macia e instável quando caminhando ou troteando lentamente com o tênis. Porém, como observou um dos testadores, “Assim que comecei a aumentar a velocidade, a espuma firmou-se e ficou incrivelmente responsiva.” Com uma altura de entressola que fica dentro dos limites legais para tênis de corrida de maratona, essa quantidade massiva de espuma com retorno — combinada com uma placa de fibra de carbono posicionada na região do antepé para maior flexibilidade (mesma placa do Elite original) e um salto agressivo — faz com que este tênis implore por velocidade.
O cabedal também foi drasticamente atualizado, e gostamos disso. Uma combinação de malha e mesh, além de uma língua de malha arejada, torna o tênis extremamente respirável. Os testadores acharam o colarinho do calcanhar e as áreas sob as sobreposições de TPU um pouco mais quentes, mas adoraram o ajuste seguro do calcanhar combinado com a caixa dos dedos mais espaçosa. Este é um tênis rápido, divertido e vibrante para o dia da corrida.
Notas de ajuste: Encontramos que este tênis tende a ser um pouco curto. Além disso, o colarinho do calcanhar sobe o suficiente para que seja necessário usar uma meia mais alta do que uma no-show.
Melhor para Provas Curtas de Rua: Adidas Adizero Adios Pro 4
R$ 1.999
Peso: 202 g (masculino), 173 g (feminino)
Altura da entressola: 39–33 mm
Drop: 6 mm
+ Adidas Adizero Adios Pro 4: review e primeiras impressões

Prós e Contras
⊕ Entressola mais macia e com mais retorno do que as versões anteriores
⊕ Cabedal confortável e com excelente ajuste
⊖ Menos estabilidade e sensação de solo do que as versões anteriores
Para corridas curtas de rua, como 5k e 10k, você precisa de um tênis ágil, explosivo e pronto para acelerar. O novo Adios Pro é tudo isso. “Ao contrário do Pro 3, que parecia mais um tênis para treinos longos, o Pro 4 te impulsiona para frente,” observou um dos testadores, acrescentando que “ele faz os ritmos rápidos parecerem mais fáceis.” Para alcançar isso, a Adidas reformulou o Adios Pro 4 de cima a baixo. Antes reconhecido como um dos super tênis mais firmes e estáveis, ele agora se junta aos modelos mais macios e com maior retorno de energia, desenvolvidos para oferecer o máximo de amortecimento e resposta. A nova entressola tem uma sensação claramente mais macia e elástica.
As famosas hastes de energia da Adidas ainda estão embutidas na entressola, adicionando um pouco de rigidez ao amortecimento e ao rolamento. No entanto, o ponto de início do rocker foi deslocado para trás, de 70% para 60% da distância do calcanhar à ponta dos pés. Ao desenvolver o modelo ultraleve e de alto desempenho Adizero Adios Pro Evo 1, os designers da Adidas descobriram que o rocker mais longo ativa o pé mais cedo na passada, beneficiando corredores com foco no antepé e no meio do pé, permitindo uma transição mais suave do meio do pé para a propulsão. Os testadores notaram a mudança, com um dizendo, “Este tênis permite que você faça a impulsão do seu dedo com muito mais facilidade do que outros tênis, o que dá aquela sensação de velocidade.”
Melhorias substanciais também foram feitas no cabedal, que agora é feito de um material de malha tricotada com stretch unidirecional, extremamente macio e que se ajusta ao formato do pé. Os testadores adoraram como ele se adapta à forma do pé, proporcionando um ajuste seguro e firme para total controle. “O cabedal desaparece no meu pé da melhor maneira possível,” comentou um testador.
“O Pro 4 é mais leve, mais elástico e responsivo que o Pro 3 — um grande salto.” Infelizmente, aqueles que gostavam da sensação mais firme, estável e conectada ao solo do Pro 3 podem ter uma opinião diferente.
Como Testamos
Número de testadores: 27 (da Outside USA)
Número de tênis testados: 102
Número de quilômetros: Mais de 33.800 km ao longo de um ano
Para testar tênis de corrida, começamos pesquisando as ofertas futuras de cada marca para a próxima temporada. Terminamos com dezenas de amostras dos modelos (40 tênis de rua nesta temporada, 102 ao longo do ano) que são mais promissores — não apenas para nós, mas também para 27 testadores de diferentes idades, habilidades, formas de corrida, localizações geográficas e tipos de tênis preferidos. Tentamos colocar cada testador em modelos da mesma categoria (por exemplo, neutros, estabilidade, fibra de carbono, zero drop ou uptempo) para que todos possam comparar “maçãs com maçãs”.
Após três a seis meses de corrida em cada modelo em estradas pavimentadas, caminhos multiuso de concreto, esteiras, trilhas de areia, estradas de terra e pistas de atletismo, em uma variedade de distâncias, ritmos e condições climáticas, nossos membros da equipe retornam com suas avaliações de ajuste, conforto, tração, amortecimento, flexibilidade, rigidez, resposta, qual tipo de corrida o modelo é mais adequado, como o tênis se compara com outros modelos e mais. Nós também corremos em cada tênis pessoalmente e, combinando todos os feedbacks dos testadores com anos de experiência pessoal, chegamos às melhores opções. Este guia combina os melhores tênis recentes com modelos excepcionais que ainda estão disponíveis das duas últimas temporadas de testes.