Mil maneiras de curtir o verão, a estação mais relax do ano

Por Alexandre Versiani e Verônica Mambrini

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Foto: Shutterstock.

Preparamos um guia divertido para você aproveitar o verão, a estação mais relaxada do ano, com simplicidade, alegria e algumas pitadas de sofisticação.

NÃO DESPERDICE A CHUVA

O verão é a melhor época do ano, certo? Por isso as chuvas, tão frequentes nesta estação, também devem ser aproveitadas ao máximo. Sempre há maneiras divertidas de curtir os dias chuvosos. Se nos mais quentes o sol derrete a cabeça e pode causar desconforto durante os exercícios físicos, a chuva cobre a sua corrida, o pedal e uma boa brincadeira em família de alegria refrescante.

Pegue sua jaqueta impermeável e não se esqueça de ficar longe do mar e se proteger dos raios e trovões durante tempestades. Se você não está a fim de se molhar, também dá para aproveitar a pausa e descansar, cozinhar, ver um filme… Chuva lá fora é bom de mil maneiras!

APRENDA UMA RECEITA DIFERENTE

Grandes ideias nascem do ócio. E grandes receitas também. Por que não aproveitar suas férias de verão para explorar o saboroso universo gastronômico? Já ouviu falar do coração de bananeira (há quem chame de umbigo de bananeira)? É um ingrediente acessível, rico em nutrientes, mas pouco conhecido. Como protagonista, ele se encaixa em pratos veganos incríveis como moqueca, cuscuz, tortas e quiches.

Na dúvida sobre os seus benefícios? A nutricionista clínica Clarissa Sanches garante que não há prisão de ventre que resista a uma boa salada de coração de bananeira. “O principal atrativo dele é ser uma ótima fonte de fibras. Comê-lo ajuda a regular toda a função gastrointestinal”, afirma. “Além disso, é bom para aquele lanche antes da atividade física, já que provê energia na forma de muitas calorias”, completa a especialista. Voilà!

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NOSSOS CLÁSSICOS FAVORITOS

Verão sem atividades ao ar livre não faz sentido. E não é preciso zerar todas as suas reservas financeiras para investir num esporte legal. Aqui na redação da Go Outside, por exemplo, quando não estamos estalando os dedos no teclado, é fácil nos encontrar em um jogo de altinha no parque, arremessando o frisbee para o cachorro ou testando nossas modestas habilidades numa partida de frescobol.

Já os adeptos de um bate-volta na praia também costumam protagonizar acirradas disputas de jacaré (ou surf de peito para os menos cringes). E, se você não sabe, pegar jacaré é um tremendo exercício. A gente até acredita no potencial olímpico dessa arte milenar!

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NOSSOS NOVOS FAVORITOS

● Pipa ● Slackline ● Beach tennis ● Arco e flecha

Você não precisa atravessar a Joatinga de caiaque para deixar seu verão mais legal. Alguns acessórios simples e baratos podem mudar totalmente sua experiência na areia, agregando mais movimento e incluindo amigos que não são tão chegados em aventura. Até as crianças serão estimuladas com as novas brincadeiras. Uma arte antiga que está voltando à moda é empinar pipa. Isso mesmo: pipa, papagaio, maranhão. Estamos falando daquele objeto que, na sua versão mais simples, é uma estrutura de varetas fininhas de bambu coberta por papel de seda.

A alegria de fazê-la alçar voo só não é maior do que a de vencer as batalhas no céu, quando cada um, empunhando a sua pipa, tenta derrubar a do outro. E se você não lembra como empinar ou mesmo nunca fez isso na vida, o YouTube está bombando de tutoriais, como se vê no canal Jean Nunes Pipas, em que ele dá todas as dicas e macetes, desde a construção dos papagaios até como realizar as manobras mais difíceis. Com os gabaritos e instruções online, a diversão é garantida até nos dias de chuva.

Outro agregador natural de pessoas é o slackline: com kits para iniciantes que custam em torno de R$ 200, você precisa apenas de duas árvores ou postes com pelo menos dez metros de distância entre eles para começar a brincar. Pode contar que as pessoas vão se aproximar, curiosas, e topar experimentar. Se você não tiver o slack, colar perto de um já montado é praticamente garan- tia de ser convidado para brincar também. No Rio de Janeiro, por exemplo, as opções são variadís- simas: sempre tem alguém nos coqueiros de Ipanema ou em um waterline (travessia sobre a água) montado na Pedra do Arpoador. Em São Paulo, um lugar bacana é o Slack Park do Parque do Ibirapuera: criado para preservar as árvores de lá, de quebra já aproxima quem curte se equilibrar.

Praticado ao ar livre e sem contato físico, o tênis de praia ganhou mais força do que nunca durante a pandemia, com o Brasil ocupando o 2° lugar entre as potências mundiais da modalidade, atrás apenas da Itália, onde este esporte nasceu. A febre cresceu tanto que você não precisa nem de praia para praticar: São Paulo possui mais de 250 quadras exclusivas de tênis de praia, algumas com direito a frescurinhas como areia que não esquenta. Se você apostar no beach tennis raiz, na praia mesmo, vai precisar de um kit com raquetes, bolinha e rede, que custa a partir de R$ 800.

Depois, é só abraçar esse “primo festeiro” do tênis de quadra, que mistura elementos do badminton e do vôlei de praia. “Divertido e ao mesmo tempo exigente fisicamente, o tênis de praia tem características de atividade intermitente com alta exigência anaeróbica e aeróbica. Ao mesmo tempo que exige do praticante força explosiva e agilidade para a realização dos movimentos, também é necessário resistência”, explica Allan Menache, treinador de Gabriel Medina. Numa partida oficial, são até três sets de seis games, contados como na quadra.

Se sua pegada é mais contemplativa, uma alternativa diferentona mas muito lúdica é o arco e flecha – perfeito para parques, praças com árvores e até quintais espaçosos. Você vai precisar de foco, concentração e um pouquinho de resistência física para acomodar a flecha no arco, mirar, tensionar e disparar na direção do seu alvo. Até pegar o jeito, apenas determine qual é seu olho dominante e siga sua intuição, sem pensar demais. Procure um arco de até 25 libras – não se trata do peso do instrumento, mas da força necessária para puxar a corda do arco. A modalidade outdoor, com alvos em círculos, é a mais divertida. Se for incluir as crianças na brincadeira, escolha arcos infantis, flechas com ventosas e alvos para posicionamento de 5 a 15 metros de distância do arco.

DICAS PARA COMEÇAR NO SLACKLINE

– Coloque os braços para cima e use-os para ajudar no equilíbrio
– Comece com fitas curtas, entre cinco e dez metros
– Fixe o olhar num ponto à sua frente
– Tente apoiar o pé alinhado com a fita – e não de lado
– Pratique em cima de grama, areia ou até sobre uma piscina, superfícies que amortecem as quedas

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VEJA AS PRAIAS DE OUTRA PERSPECTIVA: A DO MAR

Apreciar o pôr do sol, manter a preparação física em dia ou apenas esvaziar a mente em contato com a natureza são alguns dos benefícios de quem pratica esportes de remo como stand up paddle, caiaque e canoa polinésia. No verão, a procura por lugares que alugam esses equipamentos costuma ser grande, por isso é melhor agendar uma sessão antes de sair por aí costeando o Atlântico.

Para quem gosta de acrescentar doses de emoção ao passeio, uma dica legal no verão é a travessia até as ilhas em São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Da paradisíaca Barra do Sahy são 2 km de remada e um visual alucinante. Do lado esquerdo da praia, próximo ao rio, é possível encontrar os moradores e pescadores locais que organizam a travessia. Também dá para fazer o mesmo passeio de barco. Definitivamente, a melhor opção quando o mar está agitado.

PEDALE DE FAT BIKE NA AREIA

Com seu design avantajado, as fat bikes não são exatamente uma novidade – elas apareceram pela primeira vez no mercado no fim dos anos 1990. Mas a boa notícia é que essas “bolachudas” estão cada vez mais tecnológicas e preparadas para encarar terrenos irregulares como a areia.

Pneus largos e com baixa pressão garantem tração e estabilidade para que ela não patine na praia. Já o amortecimento robusto oferece conforto na hora de pedalar. Como em outras categorias de bicicletas, as fat bikes também têm diferentes funcionalidades e propostas e vão de versões elétricas a de alumínio convencional. O que não muda é a diversão para quem decide pilotar uma.

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MANTENHA A FORMA NA PRAIA

Atire a primeira pedra quem nunca usou o verão para tentar compensar a falta de exercícios durante todo o ano. Preparador físico de nomes como o tricampeão mundial de surf Gabriel Medina, Allan Menache afirma que treinar na areia é divertido, traz muitos benefícios, mas também pede alguns cuida- dos básicos. Confira as dicas do profissional:

◉ Lembre-se do protetor solar e dê preferência aos que são resistentes ao suor. Protetor na testa pode gerar ardência nos olhos quando estiver suando e atrapalhar seu treino.

◉ Use roupas claras para repelir os raios UVA e UVB, mais nocivos à pele entre as 10h e 16h.

◉ Cuide de sua hidratação no verão – dependendo do tipo de treino e da intensidade, a quantidade e qualidade da sua reposição hídrica pode definir o sucesso ou o fracasso da sua sessão de treinamento.

◉ Reconheça o tipo de praia para sua atividade. Areia batida e plana é boa para treinos de corrida e oferece um ambiente mais previsível para qualquer demanda. Areia fofa e terreno mais inclinado são ideais para exercícios que exigem mais força na realização dos movimentos, por conta do maior atrito promovido.

◉ Experimente treinar descalço, além de gerar adaptações muito boas para os pés, te permite receber muita energia da natureza.

◉ Quem está acostumado ao ambiente da academia, vai perceber que na areia os primeiros treinos resultam em dores musculares novas, pois nesse ambiente as articulações e os músculos terão outras exigências e solicitações. Tendões e ligamentos irão realizar movimentos num ambiente com maior nível de instabilidade. Portanto comece devagar, com um tempo menor de atividade, e vá progredindo aos poucos. Você vai sentir a evolução a cada treino.

◉ A relação de percepção do impacto é diferente. Na areia o tempo de contato dos pés com o solo tende a ser maior, diminuindo o impacto das aterrissagens e mudanças de direção. Por outro lado, a exigência nas articulações envolvidas nos movimentos muda. Por oferecer maior instabilidade, o treino tem muitos estímulos de força para as musculaturas estabilizadoras, aumentando a propriocepção, que é a nossa capacidade de entender melhor nosso corpo no espaço e nos adaptar melhor a estímulos recebidos nos diferentes ambientes. Treinar na areia te deixará mais forte e resistente naturalmente, já que o esforço aumenta em até uma vez e meia em relação ao que acontece em um terreno plano e firme.

◉ Outro ganho importante é o aumento da capacidade cardiorrespiratória: coração e pulmões são mais exigidos no verão para manter os bons níveis de oxigênio para os músculos trabalharem. O resultado direto disso é um maior gasto calórico durante e por horas após a atividade. Conclusão: treinar na areia, além de te deixar forte, resistente e no gás, queima as gorduras em excesso e te deixa mais feliz por causa do contato direto com a natureza.

◉ Seu treino deve ser variado. Experimente estímulos que promovam diferentes adaptações. Treine de forma contínua com caminhadas mais vigorosas ou corridas para aumentar sua resistência cardiorrespiratória, mas não deixe de lado as atividades neuromusculares. Para aumentar sua força e resistência muscular, faça agachamentos, flexão de braços, exercícios para o core, saltos e corridas curtas com mudanças de direção.

◉ Para quem está começando, é importante realizar exercícios mais simples e rotinas
das quais se tenha domínio. Para praticantes mais experientes, o céu é o limite, mas é sempre indicado ter a orientação de um profissional de educação física com vivência e conhecimento em treinamento funcional.

◉ Se estiver na praia, dê aquele mergulho para finalizar sua rotina e já comece a recuperação do corpo da melhor maneira!

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DESTINOS PARA SONHAR E REALIZAR

Se perto de muita água tudo é feliz, como escreveu Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas, escolha uma destas hospedagens para se refugiar onde o verde e o azul se encontram:

>> PODRE DE CHIQUE NA NATUREZA
Sabe aquele projeto de revista de decoração, maravilhoso e integrado com a natureza? A Monkey House, a 15 minutos de Paraty (RJ), é sua chance de viver essa experiência. Integrada com a natureza de uma forma elegante e acolhedora, a casa é como um observatório entre as árvores, no meio de uma propriedade de 800 metros quadrados com poços e uma queda d’água. Janelas panorâmicas entregam o visual das trilhas e da agrofloresta da ecovila onde a casa está inserida.

R$ 798/noite para até 4 pessoas

>> ILHA EM ANGRA DOS REIS
Maná é uma ilhota particular cheia de mata nativa, que faz parte de Angra dos Reis. Cercada de mar azul-turquesa, ela tem uma casa principal e vários bangalôs, com um deck que se debruça diretamente sobre a água. A casa possui energia solar e apenas ventilação natural: o lado bom do contato com a natureza é nadar ao lado das tartarugas; o ruim é a batalha contra os pernilongos (leve repelente!) no verão. No fim, o detox digital e o sossego verde mais que compensam.

R$ 4.800/noite para até 6 pessoas

>> ECO BOAT HOUSE
A casa flutuante a 200 metros da praia do Abraão, na Ilha Grande (RJ), tem um deck de 50 metros e a mesma dimensão de área interna. Com quarto, cozinha e banheiro, a água do banho é fria e os eletrônicos são recarregados com energia de painéis solares. O acesso à casa é feito de barco, nadando, remando em um caiaque ou de stand up paddle – você escolhe. O entorno é lotado de trilhas, cachoeiras e praias. Em outras palavras, a escapada de verão perfeita.

R$ 705/noite para 2 pessoas

>> VELEIRO BRENDA
Não precisa saber velejar para se deixar contagiar pela vibe. O Brenda é um barco de madeira construído em 1977 para o oceano, mas no porto acolhe também não marinheiros interessados em aconchego no balanço do mar. Ele fica atracado no Saco da Ribeira, em frente à prainha da Ribeira, em um local tranquilo e silencioso, com taxi boat para o translado já incluso no valor da diária. É possível cozinhar no barco ou sair para fazer as refeições em terra, e há até o luxo de um chuveiro quente por gravidade. Mas nas noites de verão, os donos recomendam mesmo a ducha de água pressurizada fria. É possível cotar passeios de veleiro à parte.

R$ 151/noite para 2 pessoas

>> BANGALÔ SAMBAQUI
Praia é bom, mas praia com piscina é melhor ainda. E se tiver borda infinita de cara para um pôr do sol espetacular, em um lugar paradisíaco, zerou o jogo. Este bangalô em Florianópolis é perfeito para miniférias românticas a dois no verão, mas sem abrir mão do outdoor. Piscina exclusiva com raia, privacidade em meio à mata preservada e saída direto para a praia: a casinha vem completa, com direito a prancha de stand up e utensílios de praia. Os proprietários recomendam participar de uma remada noturna em grupo na lua cheia que a galera do SUP organiza todo mês na região.

R$ 780/noite para 2 pessoas

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CADA MERGULHO É UM FLASH

Luz, muita luz! Essa característica do verão vai deixar suas fotos maravilhosas. Basta você tomar alguns cuidados para domar a luminosidade que cria áreas de sombra indesejadas, tanto em fotografias de paisagens quanto em retratos. “No início e no fim do dia (umas três ou quatro horas antes do pôr do sol ou do amanhecer), costuma-se ver uma luz mais bonita, com cores mais suaves e sombras menos duras, o que é ótimo para fotografar pessoas”, explica o fotógrafo Ricardo Feres.

Se a luz já estiver muito forte, você pode usar o flash da câmera ou do celular para preenchimento: ela vai amenizar as sombras sem competir com a iluminação natural. Mas até o sol a pino tem suas vantagens: a luz penetra muito mais em um lago ou no mar, deixando a água mais bonita. Aí o melhor é usar um polarizador, filtro que pode ser acoplado na maioria das lentes. “Ele funciona como óculos escuros polarizados: remove o reflexo de superfícies que não são metálicas”, explica.

Retirando o reflexo da água, a cor fica mais evidente e deixa a foto mais bonita. Ricardo também é fotógrafo subaquático e recomenda muito investir em proteções para a câmera ou para o celular. Existem bolsinhas estanques com tela de acrílico que funcionam superbem, mas ele sugere testar sempre antes de usar.

“Encha-a de água e veja se não vaza. Basta um pouquinho de água salgada para estragar um celular, então todo cuidado é pouco.” Para câmeras compactas, existem boas bolsas estanques. Se você tem uma câmera de ação como as GoPro, domos rendem fotos muito legais meio na água e meio fora neste verão.

PIQUENIQUE NOTURNO

Piquenique já é bom demais. Mas por que não fazer uma festa noturna neste verão? O kit básico permanece: música, comidinhas e bebidas gostosas, uma toalha grande para colocar a comida e se sentar, atividades divertidas para brincar sem pretensão, como o slackline. São os extras que vão deixar o combo noturno incrivelmente festivo: um fio de luz de LED a pilha (assim você não depende de tomadas) para pendurar entre árvores ou ao redor da toalha, fogueira (se você estiver em um local seguro e onde seja permitido fazê-la, lógico!), e headlamps, sempre úteis.

Velinhas de citronela em minicachepôs que você pode fazer até com latinhas vazias vão esquentar o clima e afastar insetos inoportunos. Ocupar parques e praças é deixá-los mais seguros: quanto mais gente, melhor! E com projetores mais acessíveis e portáveis, por que não fazer uma sessão de filmes curtos? – ajuda um monte a matar a saudade até o próximo festival de filmes outdoor Rocky Spirit!

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SEM MALA

Se você não pode viajar neste verão, nada te impede de trazer o clima de férias para sua rotina. Estas três ideias são perfeitas para curtir em um dia de folga qualquer:

>> SOL NA LAJE:
Uma varanda, um quintalzinho ou qualquer outro espaço que dê para reunir alguns amigos já são suficientes para combinar biquíni, sol e uns bons drinques. Sem vergonha nenhuma do que os vizinhos vão pensar!

>> TEMPLO BUDISTA:
Quer uma escapada diferente? Muitos templos budistas têm meditações comunitárias, algumas festas e cerimônias abertas para a comunidade e jardins lindíssimos. Alguns oferecem retiros de meditação de fim de semana e são verdadeiros oásis de tranquilidade. O Templo Zulai, em Cotia (SP), também ficou famoso pela comida vegetariana deliciosa.

>> LEITURA NO PARQUE:
Descomplique. Ter um tempinho agradável com você mesmo aproveitando uma tarde de verão não exige malabarismos. Pegue um bom livro ou sua revista preferida, uma canga e vá para a área verde mais próxima. Ponto extra se conseguir deixar o celular em casa.

BONS DRINQUES E UM GELATO

É geladinho, sacolé ou chup-chup? Não importa o nome: o cilindro de suco de frutas congelado ganhou versões adultas. Os saquinhos são fáceis de achar no supermercado, em lojas de confeitaria ou mesmo pela internet. Às receitas!

GELADINHO DE CAIPIRINHA

Ingredientes:

– 250 ml de cachaça
– 250 ml de suco de limão-taiti 300g de açúcar
– 100 ml de água

Modo de preparo:

Misture bem, encha os saquinhos, feche com um nó e leve ao congelador imediatamente, para o limão não amargar. Pelo menos motivo, consuma em no máximo dois dias.

GELADINHO DE BATIDA DE COCO

Ingredientes:

– 400 ml de leite de coco
– 1 lata de leite condensado 300 ml de vodca
– 150 ml de água

Modo de preparo:

Bata os ingredientes no liquidificador, encha e feche os saquinhos e leve-os ao congelador.

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SEJA UM PROFESSOR OUTDOOR

Verão é a época em que nos conectamos com nossos filhos e os filhos dos outros em eventos de família e temporadas de férias fora da cidade. Aproveite para ensinar algo novo aos pequenos! A melhor maneira de plantar uma semente do amor pela vida ao ar livre em uma criança é a partir das emoções e conexões que acontecem com o corpo em movimento. O importante é fazer a coisa toda em etapas, um avanço de cada vez, valorizando cada conquista. Inspire-se em algumas das ideias a seguir:

>> BIKE SEM RODINHAS

A melhor alternativa é começar com uma bike de equilíbrio, aquelas sem pedal. Mas se a criança já tiver começado com uma bicicleta que tenha rodinhas de apoio, faça um ritual e livre-se delas! A primeira lição é dizer para a criança olhar para o caminho e nunca para a roda da bike ou para os pés: assim, ela tem tempo de se planejar e escolher o melhor piso e driblar pedras maiores e buracos.

Um truque muito usado no Acampamento Go Outside de Aventura é prender um pedaço de cabo de vassoura atrás do banco, junto ao canote. Assim você tem mais conforto para correr ao lado da criança, segurando no cabo, enquanto vai soltando aos poucos. Sem o cabo, vale segurar no próprio banco da magrela, mas não no guidão, junto com a criança! Ensine-a a mexer nos freios, priorizando o da mão direita (traseiro) e temperando com o da mão esquerda (dianteiro), só um pouquinho.

>> NATAÇÃO

Aprender a nadar é questão de sobrevivência. Uma piscina pequena e alguns dias quentes de verão podem servir para ajudar uma criança a dar os primeiros passos na direção dessa conquista tão importante. Comece com a flutuação de costas, segurando a criança com o rosto para cima, para que ela relaxe e estabeleça alguma naturalidade com a água. Troque a posição, deixando a barriga em contato com a água e a cabeça para fora, numa posição meio “Superman”, ainda só deslizando. Comece a ensinar a respiração, soltando bolinhas de ar na superfície. Vá mergulhando aos poucos, dando tempo para que a criança consiga soltar o ar na água e respirar de novo fora dela.

Depois, segurando na borda da piscina, ensine a bater as pernas, fazendo espuma com os pés. Faça deslocamentos curtos, entre as duas bordas mais próximas da piscina, segurando a criança na posição horizontal, apoiada com o tronco nos seus antebraços enquanto ela bate as pernas e experimenta a respiração com bolinhas ou com a cabeça para fora d’água. Com as pernas já mais sincronizadas, introduza o movimento dos braços, no nado “cachorrinho”, puxando água com as mãos em concha, sempre dando suporte com seus antebraços por baixo.

Quando sentir que a criança está mais confiante, experimente tirar os braços em alguns segundos, alternando o percurso pela piscina com e sem apoio por baixo, para que ela se desloque por conta própria. Depois de muitos treinos, fique dentro da piscina e convide a criança a saltar de um lado da borda e se deslocar até o lado mais curto da piscina sozinha. Atenção: nunca deixe uma criança sem a supervisão de um adulto que saiba nadar, em qualquer piscina, de qualquer tamanho ou volume de água, assim como no mar, lago, represa ou riacho.

>> TREKKING

Caminhar em trilhas também traz um monte de aprendizados. Explique as técnicas de subida (passos mais curtinhos, como se estivéssemos subindo degraus) ou sobre como usar raízes e pedras firmes para ganhar tração. Relembre a importância de olhar para onde nos apoiamos com as mãos (pode ter algum inseto ou espinho) e aproveite para dar toques de orientação com uma bússola ou mesmo referências do percurso.

PRODUZA SORVETES CASEIROS

Sorvete é tudo de bom! Nos últimos anos, receitinhas à la Bela Gil, à base de banana congelada, proliferaram na internet. Basta bater no processador cubinhos de banana congelada com outro ingrediente da sua escolha, como manga, morango, cacau em pó ou canela, até obter um creme geladinho e saudável, sem adição de açúcar. Mas se você quiser impressionar neste verão, esta receita com mate, assinada pelo instrutor do Senac EAD Jackson Pasturczak, é inspirada nos sorvetes de chá verde superpopulares no Japão.

SORVETE DE ERVA-MATE

Ingredientes:

500 ml leite
500g creme de leite fresco 200g açúcar
170g erva-mate
10 gemas
2 claras

Modo de preparo:

Em uma panela, coloque o leite e a erva-mate em fogo baixo, até levantar fervura. Desligue o fogo, tampe e deixe 15 minutos descansando. Em seguida, coe numa peneira fina e coloque na geladeira para esfriar. Em uma tigela, misture bem a infusão do leite com mate, o creme de leite, o açúcar, as gemas e as claras. Leve ao banho maria, mexendo sempre com um batedor de arame para o creme não coagular. Mexa por cerca de 20 a 30 minutos, até engrossar. Então coloque o creme em uma forma e deixe no congelador por no mínimo 24 horas. Quando for servir, bata num processador ou batedeira de inox para ficar mais cremoso.

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AUMENTE O SOM

Um verão sem trilha sonora é como comida sem tempero. Pedimos as dicas quentes de atletas e personalidades que amamos, para embalar os treinos e viagens e calibrar o som ambiente:

LATINOAMERICA PURA

Juliana Hirata entende de música latina. Afinal, ela já pôs na conta Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, Guatemala, Belize e México, em mais de 22.000 km de pedal pelas Américas. Aqui, vai ter de tudo um pouco: música para dançar, para protestar, vibes mais indie, fusion com ritmos tradicionais. O mais legal é que esta playlist está viva e vai crescendo junto com a viagem da Juli, que agora está na Califórnia, nos Estados Unidos.

RUNNING TRIP

Esta é a trilha sonora da corredora Paula Narvaez para viagens de corrida. E toda boa road trip precisa de música à altura: recheada de clássicos do rock e do pop, com pitadinhas dos anos 1980, é para quebrar de vez os momentos de tédio na estrada.

YA FLEX YIN

A yin yoga é uma modalidade que favorece o relaxamento e alongamento profundo. Para o chill out no fim do dia, Claudia Faria, criadora do método Yoga Adventure, montou a playlist que vai tão bem com uma sessão de yoga ao pôr do sol quanto com os drinques no fim do dia.

ACOUSTICS

A seleção acústica do velejador Reno Romeu é outside até a última gota. O bicampeão brasileiro de kitesurf e recordista no Guinness Book – pelo maior número de giros possíveis em uma única manobra – também sabe montar uma bela playlist para a vida lá fora. “Work hard, play harder” diz o ditado, certo?

VIBES

Quer inspiração para levar o giro mais longe no verão? Siga esta playlist da ultraciclista Vicky de Sá, que este ano cravou um impressionante 7° lugar geral no Biking Man (e 1° lugar feminino), prova 100% autônoma de 1.000 km que rolou no começo de novembro. Vibes para levar a mente longe, enquanto as pernas estão trabalhando.

Matéria originalmente publicada na Go Outside 171.

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