Egito: Encontradas relíquias do misterioso faraó Quéops

Egito: Encontradas relíquias do misterioso faraó Quéops
NOVIDADES Sheila Souza, da Fiocruz: “pedestal contém detalhes importantes” (Crédito: Divulgação)

De tempos em tempos, os arqueólogos trazem ao público histórias fascinantes sobre sociedades que não existem mais. Isso acontece com uma frequência ainda maior quando o lugar pesquisado é o Egito: parceria entre pesquisadores alemães e egípcios levou a uma nova descoberta de peças ligadas ao lendário faraó Quéops, que governou o país entre 2.589 e 2.566 a. C., há cerca de 4,5 mil anos. A informação é do Ministério do Turismo e Antiguidades, órgão responsável pela administração das relíquias encontradas no país.

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A missão encontrou, entre detritos retirados das rochas, fragmentos de impérios e dinastias distintas. Há inclusive artefatos oriundos do período em que a região era dominada pelo Império Romano. Segundo Sheila Mendonça de Souza, bioarqueóloga da Fiocruz, era costume dos antigos faraós reutilizar materiais, devido à dificuldade de manuseio ou por causa de rivalidades entre autoridades que queriam deixar o seu legado nas construções. “Os sítios arqueológicos localizados nessa região do Egito são muito importantes. Por mais que se escave, haverá sempre elementos novos a serem descobertos”, afirma Sheila. Ela ressalta a importância do material encontrado nessa expedição, pois contém referências e detalhes ligados ao nome do lendário faraó Quéops: “Existe pouco material descoberto a respeito de Quéops. Sabe-se que ele foi o primeiro a construir uma grande pirâmide em Gize”.

Quéops assumiu o trono após a morte do rei Seneferu, seu pai. A Grande Pirâmide de Gizé, obra atribuída a ele, é considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Há pouca informação sobre outros aspectos de seu reinado.

Nessa última expedição foram desenterradas partes de uma escultura em quartzo de uma esfinge do rei Amenhotep II, além de pedaços do pedestal da estátua do faraó Amásis (570-526 a. C.), peças de granito ligados ao monarca Pepi I e materiais que indicam rituais religiosos comunitários. As escavações se deram no Cairo, no bairro de Ayn-Shams – “Olho do Sol”, em árabe. O nome faz referência à região no alto da antiga cidade de Heliópolis, antigo núcleo de adoração do sol. Os pesquisadores encontraram no local resíduos do antigo Templo Sol. Isso confirma informações sobre os reinados dos faraós Quéops, Sesostris III, Tutmés III, Amenhotep e Amenemhat. O Egito sempre nos surpreende.

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