Sozinho, semi-congelado, nu, com as botas amarradas pelo cadarço penduradas no pescoço, no ponto mais ao sul do extremo sul patagônico, Nelson Barretta achou que morrer não era uma boa ideia. Foi assim que, mais uma vez, o montanhista que se especializou em expedições na Antártida decidiu sobreviver. Membro da equipe responsável por acompanhar cientistas de todo o mundo na base brasileira Comandante Ferraz, ele está há quase três décadas servindo o país e disponibilizando seus conhecimentos técnicos de escalada, montanhismo e aventura extrema no continente mais gelado do mundo.

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No currículo, Barretta tem um sem-fim de expedições por terra, água e ar, embora ele nutra uma especial predileção por aquelas em que poucos de nós conseguiriam resistir por muito tempo: seu corpo, diz ele, se sente mais à vontade que a média quando submetido a ventos de “perturbar o juízo” e temperaturas abaixo de zero. Antes da pandemia ele ainda pode acompanhar os Schurmann – exímios navegadores – em uma viagem de 36 dias a bordo de um veleiro que visitou as ilhas Falklands  (Malvinas) e a da Georgia do Sul. Hoje confinado num apartamento em São Paulo, este veterano dos extremos nos falou como equilibra seus superpoderes com doses de humildade tão grandes quanto ele.

Confira a entrevista completa com Nelson Barretta: