Terremoto no Everest


PESADELO: O acampamento base do Everest após a avalanche que varreu o lugar (Foto: Reprodução Associated Press).

O trauma e os escombros deixados pelo terremoto de intensidade 7.9 que atingiu o Nepal no último sábado (25/ abril) estão longe de ser esquecidos. Já são quase 4 mil mortos confirmados pelo governo nepalês até agora, e o país se desdobra para lidar com os estragos causados pelo desastre natural. Um montanhista alemão gravou o exato momento da avalance (assista abaixo)

Devido ao terremoto, o acampamento base do Everest foi atingido por uma avalanche que varreu o local e o deixou coberto de neve. Com 17 mortes confirmadas, integrantes de diversas equipes que preparavam suas expedições somaram forças às equipes oficiais de resgate para auxiliar no socorro de feridos.

No entanto, escalar o Everest é uma oportunidade rara à maioria dos montanhsitas, e a decisão de desistir da escalada devido ao acidente natural não tem sido fácil — nem barata. O alpinista norte-americano Nick Cienski disse à agência de notícias Reuters que ainda não sabe se continuará com o plano inicial de chegar ao topo da montanha mais alta do mundo, ou se deixará o acampamento base assim que possível. "Ainda estamos lidando com muitas emoções: 24 horas atrás estávamos embrulhando restos de corpos em sacos", disse. "Por outro lado, no entanto, somos alpinistas, é isso que fazemos."

No momento, há mais de 300 alpinistas no acampamento base do Everest. Assim como Nick, a maioria deles ainda está decidindo se escala ou desiste de chegar ao cume da montanha nesta temporada.

No ano passado, uma avalanche atingiu as cascatas de gelo de Khumbu, um dos locais críticos na ascensão da montanha pela rota sul, matando 16 sherpas e cancelando as expedições da temporada. Desta vez, o desastre atingiu, além de sherpas, pelo menos três norte-americanos e um japonês.

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