Skate selvagem

MOMENTOS: Clay em diversas situações durante a viagem

Qual foi a maior distância que você já percorreu em cima de um skate? O norte-americano Clay Shank levou essa ideia ao extremo ao completar 1.120 km em cima da tábua de madeira com rodinhas. Foram seis semanas de viagem, entre Ocean Beach, São Francisco (Califórnia), e Tijuana, no México.

Só para atravessar o vale do Yosemite, na Califórnia, ele levou 10 dias. “Naquela hora, meus pés fritaram, e eu tive que esperar uns cinco dias até as bolhas secarem e eu voltar para a trilha”, disse recentemente em entrevista à revista Jenkem. Então Clay se embrenhou, de skate, claro, na icônica John Muir Trail em direção a São Diego, sem deixar de cruzar antes o deserto de Mojave.

Clay aproveitou para explorar rochedos e andar em pistinhas locais. No fim, foram apenas dez dias para fechar os últimos 300 km da aventura – uma quilometragem alta para quem está de skate, mas que ele encarou porque não via a hora de terminar.

“A linha de chegada foi basicamente atravessar a fronteira”, diz Clay. “Então me virei, entrei num ônibus e voltei para casa.”

NA BAGAGEM, ELE LEVOU um saco de dormir que tinha há 15 anos e uma lona que usou para forrar o chão, além de um fogareiro MSR ultraportátil, algumas roupas extra e sua câmera Sony RX-100. A água era carregada em duas garrafas Nalgene – Clay também se lembrou de portar algumas pastilhas de cloro para purificar a água que captava pelo caminho.

Nas paradas, o skatista aproveitava para checar o Google Maps através de seu iPhone, procurando áreas verdes onde pudesse passar a noite. E, no fim das contas, andar de skate foi a parte mais fácil e divertida dessa missão.

Perguntado sobre se sua percepção mudou depois dessa viagem, Clay se limitou a dizer: “É importante ir para uma aventura porque assim nos lembramos das coisas essenciais. Então retornamos à sua antiga vida com uma nova perspectiva.”

Para Clay, as alegrias reais na vida não vêm depois que você se distancia de tudo, mas sim ao se conectar com outras pessoas. “Acho que as pessoas perderam um pouco isso de vista isso”, acredita.

Clay conheceu várias pessoas pelo caminho, mas garante que chegou até a recusar a carona de uma garota para seguir fiel em sua missão.

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