O esporte mais perigoso do mundo


R.I.P: Dan Vicary (esq.) e Ludo Woerth; nem a experiência serviu de margem de segurança

Neste último fim de semana, a morte de dois experientes pilotos de wingsuit (base jump feito com uma espécie de macacão com asas tipo de morcego) reforçou uma conhecida constatação: o base jump é o esporte mais perigoso que existe.

O francês Ludovic Woerth e o neozelandês Dan Vicary morreram depois de saltarem de um helicóptero sobre o vale de Luetschental, na Suíça.

Ambos eram famosos em seu esporte, conhecidos por abrirem novos picos de salto e realizarem voos insanos de aproximação – em que passam rente a penhascos. Segundo sites de notícias como o MSN News, Ludovic, que tinha 34 anos, e Dan, que tinha 33, provavelmente falharam ao tentar um voo rente a um pasto e bateram no chão. Ambos estavam mortos quando o resgate chegou. O californiano Brian Drake, que fazia parte do time, também se acidentou no mesmo salto e encontra-se hospitalizado, entre a vida e a morte.

Fatalidade
Se a cada ano cerca de 20 pessoas morrem praticando esportes extremos (segundo o site NZ Newswire
), o base jump é o líder da lista fatal. Desde 1981 até hoje, são quase 230 nomes divulgados pela revista especializada Blinc.

Na semana passada, a notícia do acidente fatal envolvendo o montanhista norte-americano Sean Leary, que morreu num salto de base jump mal-sucedido, chocou o mundo dos esportes. Agora, outras duas mortes de dois experientes pilotos de wingsuits colocam a modalidade em xeque e levantam a questão: será que esses atletas estão se arriscando demais?

O vídeo a seguir mostra Brian Drake quase raspando a barriga no chão durante um voo a mais de 200 km/h no fim do ano passado. Mais abaixo, o norueguês Espen Fadnes, campeão mundial de wingsuit, escapa por pouco de se chocar contra um teleférico, na China.

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