Luto no skate


ANTES E DEPOIS: A pista do Pântano e seus destroços (Fotos: Carlos Henrique dos Santos)

Nesta semana, depois de funcionar por mais de 10 anos, a pista de skate que se localizava na Avenida Roberto Marinho, zona sul de São Paulo (SP), foi inteiramente destruída. A demolição foi em razão da construção do polêmico monotrilho da Linha-17-Ouro, que chegará até a região do Piscinão do Jabaquara e também destruirá quatro quadras poliesportivas (leia mais aqui).

Conhecida como Águas Espraiadas (ou AE) e também como Pântano, a pista já estava com os dias contados. Porém, isso aconteceu sem que o Metrô de São Paulo e o Consórcio do Pátio Monotrilho respeitassem um acordo feito entre os skatistas locais e a Coordenadoria de atendimento à comunidade, que falava sobre a possibilidade de prorrogação dessa data. Tudo para aumentar o equilíbrio entre as datas de entrega da pista provisória (dia 13 de dezembro) e a destruição da tradicional, minimizando assim os efeitos para quem visita o local (a pista recebe cerca de 300 skatistas aos finais de semana). Tanto a nova pista provisória quanto a definitiva ainda não foram entregues, assim como os locais onde serão construídas não foram divulgados.

O site da revista Tribo Skate publicou uma matéria apurada sobre o caso. Segundo a página, na semana passada, houve uma reunião para discutir os próximos passos desse polêmico caso.

“O fato é que não houve nenhuma comunicação posterior, e nos entregaram um comunicado na sexta-feira (25 de outubro) informando que em três dias a pista estaria interdita. Colocamos os nossos questionamentos e disseram que o caso seria levado aos responsáveis”, escreve Carlos Henrique dos Santos, skatista e autor da reportagem publicada pela Tribo.

Independentemente disto, já na segunda-feira desta semana, tratores invadiram e demoliram a pista (veja as fotos do "antes e depois" publicadas no começo deste post).


Depois do ocorrido, skatistas cobram que a pista nova sejá entregue na data certa e que tenha as mesmas dimensões da anterior. E mais: prometem que, caso ela não seja entregue no prazo informado, promoverão manifestações pela zona sul da capital paulista para cobrar das autoridades o que foi prometido.

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