Seis dicas para trilhas longas

A paulistana Rose Eidman compartilha sua sabedoria, aprendida na prática em trilhas enormes

CONTEMPLATIVA: Rose em um momento de descanso durante a trilha

A brasileira Rose Eidman mudou de vida quando largou o cigarro, aos 48 anos de idade. A empresária abandonou um hábito e adquiriu outro, bem mais legal: fazer trilhas de longa distância, como o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, de 800 km de extensão, que já completou, e a Pacific Trail Crest, na costa oeste dos Estados Unidos, com 4.260 km, da qual já percorreu metade (a outra metade ficou para 2017).

CURATIVO: Rose mostra o dedo machucado durante um trecho de jornada pela Pacific Crest Trail, na costa oeste dos EUA (Foto: Rose Eidman)

Com tanta quilometragem nos tênis, Rose aprendeu alguns macetes na prática, que ela repassa aqui:

“A PCT é uma trilha com uma logística supercomplicada. Demorei um ano estudando como fazer tudo da melhor forma. Após muita pesquisa, estas são minhas sugestões:

> Carregue apenas o estritamente necessário. A diversão aumenta quando o peso abaixa.

> Escolha muito bem o tênis e as meias que vai usar. O tênis deve ser dois números maior que seu normal, e nunca à prova d’água, pois estes, se molharem por dentro, demoram demais para secar. E durante as trilhas, além do risco de chuva, às vezes temos que atravessar rios. Nesses casos, eu tirava a palmilha e as meias e atravessava só com o tênis, para não correr o risco de escorregar. Tênis bom é aquele que você põe no pé e sente que “já andou 100 km” com ele.

> Carregue sempre meias extras. Os pés têm que estar sempre secos pra evitar bolhas. As meias não devem ter algodão em sua composição, porque também demora muito pra secar. Mesmo sem chuva, se a pessoa transpirar no pé, a meia de algodão não seca.

> Leve sempre duas colheres. Se você tiver uma só e perdê-la, não vai ter como comer.

> Nunca fique com frio! Um ótimo casaco de pena de ganso é uma prioridade, principalmente dentro de trilhas onde a temperatura cai muito durante a noite.

> Carregue e aprenda a usar muito bem uma bússola e mapas de papel. Todos os equipamentos eletrônicos estão sujeitos a falhas, é preciso saber se virar analogicamente”.

Conheça a história inspiradora de Rose na matéria Um passo de cada vez, publicada em nossa edição de novembro.

 

 

 

COMPARTILHAR
  • Leandro Silva

    Legal o tema mas muito me impressiona a go outside que é referência para pessoas que praticam esportes realizar uma postagem tão vazia e pouco útil. Muita responsabilidade, logo que as pessoas podem passar uns perrengues com as dicas citadas aí.

    1º – o interessante é que se use botas pela proteção que ela proporciona ao tornozelo devido ao peso da mochila.
    2º – preferencialmente a prova d’água é que utilize membrana respirável como a gorotex. Pés molhados = bolhas.
    3º – casaco de pluma de ganço é muito útil, sem pensar na proteção de três camadas é bem inútil. Em caso de frio é sempre recomuendado a primeira camada(segunda pele ou camiseta respirável), na segunda camada um fleece também respirável e leve e na terceira camada um shell impermeável, caso chova como mencionado no post você enxarca e aí já era.
    Da para falar muita mais, caso vá fazer uma trilha de longa distância esqueça as dicas acima e faça um pesquisa mais profunda sobre o assunto, não se arrisque.