Plantando o que colhe

A atleta Mirlene Picin disputa o pódio por uma causa nobre: o reflorestamento  

mika
MUITA LUZ: Mirlene no início de 2016, rodeada pelas montanhas

DESDE JANEIRO DE 2015, a corredora de montanha e atleta do biathlon de inverno (esqui cross-country e tiro ao alvo com rifle 22), Mirlene Picin, está comprometida com a iniciativa Podium Verde Visafértil. Idealizado por ela em parceria com uma empresa de fertilizantes orgânicos, este projeto é nobre: cada pódio da atleta significa uma quantidade determinada de árvores plantadas – 25 mudas quando chega em primeiro lugar, 20 mudas quando chega em segundo, 15 mudas quando chega em terceiro, 10 mudas quando chega em quarto, e 5 mudas quando chega em quinto.

Graças às boas colocações de Mirlene, só no ano passado o projeto foi o responsável pelo plantio de 380 árvores. Em 2016, já foram contabilizadas 120 árvores, que, assim como em 2015, serão plantadas em um trabalho de reflorestamento no interior do estado de São Paulo, próximo à Mogi Mirim, sua cidade natal.

Atleta do biathlon de inverno, Mirlene ultimamente também tem se dedicado à corrida de montanha, e compete em provas mais curtas como parte de seu treinamento. Em abril, ela venceu a Trail Castillo Montearagón (16 km) e 38ª edição da corrida de San Jorge (6 km), em Huesca, Espanha, onde mora atualmente. No mesmo mês, conseguiu outro grande feito na Meia Maratona de Montanha de Bera, também na Espanha: foi a 12ª colocada no geral feminino, entre 44 competidoras que concluíram a prova. E, apesar de não ter contabilizado nenhuma árvore para o seu Podium Verde, o resultado foi excelente, tendo em vista um início de temporada para alguém que, até então, estava focada somente no esqui cross-country.

“Quando perguntam se eu vivo dos esportes que pratico, respondo que vivo PARA os esportes que pratico”, diz ela, que mesmo morando fora do país, cursa Educação Física à distância e é freelancer em design gráfico. “Todos os meus esforços – profissionais, financeiros e de tempo – são para o esporte”, garante Mirlene, que também trabalha no desenvolvimento de um rollerski, um esqui com rodas que simula a modalidade cross-country e que ela usa para treinar no verão.

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