Você vive e você aprende

Por Emily Reed*

Acampar pode ser assustador para um iniciante – desde saber o que levar na mochila, encontrar um camping, até saber como montar a barraca corretamente. É difícil não se sentir deslocado. Mas até nós aqui da Outside já cometemos erros quando fomos acampar.



Eu estava mochilando pela primeira vez  na Islândia e não pensei em considerar fontes de água potável. Meus dois amigos e eu conhecíamos alguns moradores locais, então pedimos que eles nos deixassem em um ponto que identificamos em um mapa antes de começarmos nossa jornada. Tudo estava bem até que percebemos tarde naquela noite que não tínhamos mais água e não sabíamos onde encontrar nenhuma. Nós caminhamos por quase 15 milhas por uma trilha que achamos que poderia levar a um lago glacial (não havia lago, descobrimos mais tarde) antes de voltar, consumindo toda a nossa comida rica em água (como pepinos), rastejamos para a cama e procuramos por ajuda de manhã. Essas são minhas duas amigas na foto acima, parecendo desanimadas com suas bexigas de água vazias.

Emily Reed, editora assistente da Outside USA


Na minha primeira viagem de mochilão já adulta, eu estava nas White Mountains of New Hampshire por três dias… Sem um sleeping pad (Isolante auto inflável). Crescendo em Minnesota, eu não estava acostumado com a dramaticidade do tempo nas montanhas, e quando o sol se punha, as temperaturas despencavam. Eu ficava acordando e pegando mais coisas da minha mochila durante a noite para encher o saco de dormir. De manhã, eu estava dormindo em uma toalha e cada peça de roupa que eu tinha comigo.

– Abigail Wise, editor de gerenciamento on-line Outside USA


Acredite ou não, na minha primeira em que ia acampar dois dias eu não trouxe uma headlamp! O que é pior, eu não possuía uma. Em vez disso, eu trouxe uma pequena lanterna de mão e passei uma noite desconfortável lutando para fazer as tarefas do acampamento enquanto segurava a luz na minha boca para deixar minhas mãos livres. Eu pedi um Petzl Tikka online assim que chegamos em casa. Agora, sempre que estou fazendo as malas para qualquer tipo de acampamento noturno, um headlamp é o primeiro item da minha lista. Vou até deixar um extra no meu carro  por via das dúvidas. 

—Ariella Gintzler, editora assistente


Eu tinha cerca de 10 anos quando fiz meu priemeiro acampamento. Na época, eu achava que longas meias de lã pareciam idiotas, então, apesar do conselho de meus pais, eu usava meias cano baixo com as minhas botas de caminhada. Menos de uma milha andando por uam trilha, meus tornozelos começaram a empolar. Felizmente, meu pai tinah esparadrapos e um par extra de meias da Smartwools.

—Ben Fox, editor associado da Outside USA


Naquele que foi o meu primeiro camping e o do meu namorado, decidimos fazer um trekking de cinco dias pelo interior da Nova Zelândia. Estávamos carregando uma barraca de acampamento de carro muito ruim (para não mencionar pesada) com um poste quebrado que herdamos do cara que compramos o nosso carro. Ela vazava sempre que chovia, o que acontecia na primeira noite, é claro. Toda a comida que nós trouxemos foi enlatada, o que não ajudou com a questão do peso. Além disso, não levamos nenhum tipo de sandália para entrar na barraca, então tivemos que usar nossas botas o tempo todo, e não tínhamos repelente. Ainda por cima, a minha mochila de hidratação acabou por ter um enorme vazamento, então ficamos sem água por uma noite.

—Kaelyn Lynch, editorialista da Outside USA


 

Uma das minhas primeiras viagens de acampamento e escalada foi um fracasso. Na minha excitação de escalar em Bishop, na Califórnia, durante o inverno, não liguei para o fato das temperaturas chegaram abaixo de zero. Na época, cerca de seis anos atrás, eu não tinha uma jaqueta puffy ou sabia sobre o milagre das roupas térmicas. Eu sou uma garota do sul da Califórnia, afinal. Eu tremi uma noite inteira enquanto nevava no acampamento. No dia sgeuinte fui para casa. Desde então, aprendi tudo sobre camadas e as maravilhas da lã e roupas isolantes.

—Ula Chrobak, produtora editorial da Outside USA

*Texto publicado originalmente na Outside USA