Festa no Everest

Kilian Jornet e Karina Oliani alcançam o cume da montanha mais alta do mundo e concluem com sucesso seus projetos

DESTINO DOS SONHOS: O monte Everest, a montanha mais alta do mundo, com 8.848 metros

O último fim de semana foi de muita alegria no Everest (8.848 metros). Na tarde de sábado (20), a paulistana Karina Oliani, 35, atingiu o cume da montanha, acompanhada de Pemba Sherpa, guia de montanha nepalês e seu parceiro de escalada. A dupla chegou ao ponto mais alto do mundo pela rota da face norte da montanha, o caminho tibetano, considerado por muitos como o mais difícil. O namorado de Karina, Marcelo Rabello, também participava do projeto inicialmente, mas teve que abandonar a expedição devido a uma infecção intestinal.

Médica especializada em socorro em áreas remotas e apresentadora de TV, Karina já tinha chegado ao cume pela face sul em 2013 – o único outro brasileiro a subir o Everest duas vezes por caminhos distintos foi Waldemar Niclevicz (em 1995 e 2005). Karina tem uma forte relação com a região, e inclusive é uma das idealizadoras do Projeto Dharma, que visa angariar fundos para a construção de uma escola no Nepal.

EQUIPE AFIADA: Karina Oliani e Pemba Sherpa, time que alcançou o topo do Everest no último sábado (Foto: Reprodução Instagram Karina Oliani)

Mas a conquista de projetos não parou por aí. Na meia-noite de domingo (21) para segunda (22), o corredor espanhol Kilian Jornet, 29, finalmente atingiu aquele que era seu maior objetivo havia já alguns anos: chegar ao cume da montanha mais alta do mundo sem utilizar oxigênio suplementar nem cordas fixas de segurança, também pela rota da face norte, e em menos de dois dias. A empreitada durou 38 horas.

Kilian relatou ter se sentido bem até os 7.700 metros de altitude, quando começou a sentir dores de estômago. “A partir deste ponto, tive que ir devagar e parar a cada poucos metros para me recuperar, mas cheguei ao cume à meia-noite”, contou em um post em sua página no Facebook. A indisposição fez com que ele encerrasse o trajeto no Campo Base Avançado, ao invés de retornar ao monastério de Rombuk, como originalmente planejado.

PRONTO PARA SUBIR: O espanhol Kilian Jornet durante seu projeto de cume da montanha mais alta do mundo, durante o qual não usou oxigênio suplementar nem cordas fixas (Foto: Reprodução Facebook Kilian Jornet)
SHARE