5 destinos para fugir da folia do Carnaval

Por Thaís Valverde

Há quem ame a folia, e existem aqueles que amam apenas os dias de folga do Carnaval para relaxar ou ficar em contato com a natureza. Se você faz parte do segundo grupo, selecionamos cinco destinos que não se tratam de grandes point carnavalescos, porém se revelam ótimos refúgios para você curtir a vibe outdoor.

Foto: André Monsores

Urubici, Santa Catarina 
Com pouco mais de 10 mil habitantes, Urubici fica no centro-sul de Santa Catarina e é um verdadeiro paraíso outdoor para mountain bikers, corredores e remadores. Urubuci é uma das cidades mais frias do Brasil, portanto o Carnaval não é seu grande atrativo – então a cidade se torna uma delícia nas montanhas nesta época do ano.

Várias agências de viagens oferecem roteiros legais para aproveitar as trilhas do município no pedal. Um exemplo é um downhill alternativo e técnico de 10 km, começando do alto do Morro da Igreja (1.822 metros de altitude). Ou então pegue um estradão de terra de 40 km e passe pelo exuberante Vale do Rio Canoas e pela Cascata Véu de Noiva (parada obrigatória) até chegar a uma fazenda colonial que, atualmente, tem na culinária orgânica um atrativo saborosíssimo.

Não deixe de conhecer o cânion Espraiado em um trekking de 28 km (ida e volta) no entorno do Parque Nacional de São Joaquim, na região do vale do Rio Canoas. É considerado o maior da região de Urubici. Para os esportes aquáticos, as práticas acontecem no rio Canoas, cujas corredeiras variam entre os níveis fácil e intermediário.

Foto: Yuri Barichivich/SETUR-ES

Riacho Doce, Espírito Santo
A praia de Riacho Doce pertence ao distrito de Itaúnas – uma das “capitais” do forró, localizada no litoral norte do Espírito Santo, na divisa com a Bahia. Mas os 10 km que separam esta vila de Riacho Doce são suficientes para qualquer rastro de badalação desaparecer. Você vai encontrar uma imensa praia deserta de se perder de vista para os dois lados, cortada por um córrego de água escura que desemboca no mar e que dá nome a esse paraíso e divide o Espírito Santo da Bahia.

Sempre bem ranqueada na lista das “melhores praias desertas do Brasil”, Riacho Doce no verão é quente e ensolarada, mas ao mesmo tempo refrescante. O mar tem ondas fracas, e a temperatura da água costuma ser agradável.

Foto: Divulgação

PETAR, São Paulo
No meio do agito do Carnaval, que tal o silêncio de uma caverna? No Parque Estadual Turístico do Alta Ribeira (PETAR), existem mais de 350 delas, além de dezenas de cachoeiras, trilhas, sítios arqueológicos e comunidades tradicionais e quilombolas. Essa extensa área de Mata Atlântica no sul do estado de São Paulo é mais um convite para se aventurar em trilhas e também se divertir com o bóia-cross, já que nesta época do ano, por conta das chuvas, o nível das águas de rios da região aumenta.

Para visitar as cavernas do parque, a organização exige que o visitante contrate guias locais, que organizam grupos de até oito pessoas para a visitação. É necessário levar na mala o “uniforme oficial” de caverna: tênis fechado, calça comprida, camiseta que cobre os ombros e o umbigo, capacete e lanterna.

O Petar está localizado no extremo sul do estado, a cerca de 320 km da capital, entre as cidades de Iporanga e Apiaí.

Foto: David Santos Jr.

 Serra da Canastra, Minas Gerais
A Serra da Canastra fica no sudoeste de Minas Gerais e possui algumas das paisagens mais deslumbrantes do Brasil. É lá que fica o berço de um dos mais famoso dos rios brasileiros, o São Francisco. A região é também habitat de espécies como tamanduá-bandeira, lobo-guará, veado-campeiro, ema, tucanuçu e o pato-mergulhão.

O lugar é perfeito para trekking e mountain bike e tem bons trechos de corredeiras para rafting e canoagem. Porém esses esportes ainda são pouco explorados por lá. Para aproveitar o clima de verão, existem diversas cachoeiras, sendo um dos seus cartões-postais a da Casca D’Anta, maior queda do rio São Francisco, de quase 200 metros. Para um bom banho, a Cachoeira da Chinela, situada em uma propriedade particular próxima ao município de Vargem Bonita (entrada de R$ 10,00), é acessível por uma trilha e possui uma a bela queda e um profundo poço.

Não deixe de experimentar e também levar para casa o produto típico mais importante da região: o queijo da Canastra, artesanal e feito de leite cru. Produzido há mais de 200 anos, é “primo” distante do queijo da Serra da Estrela, de Portugal, trazido pelos imigrantes da época do Ciclo do Ouro.

Foto: turismorocha.gub.uy

Cabo Polônio, Uruguai
Esse pequeno povoado no nordeste do país é capaz de fazer com que você poste suas fotos do feriado nas redes sociais só na quarta-feira de cinzas. Isso porque o vilarejo é conhecido pelas moradias que não possuem energia elétrica e nem água corrente, sendo um lugar perfeito para se desconectar – mas muitas das pousadas contam com gerador próprio.

Cabo Polônio está a 260 km de Montevidéu, no departamento de Rocha. As praias são de areia fina e águas geladas, mas não o suficiente para desistir de um mergulho. Sua natureza é praticamente intacta, pois faz parte da Reserva de Biosfera da UNESCO, sendo também protegido pelo SINAP (Sistema Nacional de Áreas Protegidas) – um órgão responsável pela manutenção dos parques nacionais do Uruguai.

O povoado possui três ilhas: Rasa, La Encantada e Roquedal. Destaque para a primeira, que é uma das maiores colônias de lobos-marinhos do mundo. Também na praia há um farol, de onde se pode contemplar uma linda paisagem e seus arredores. Existem passeios de barco que levam em todas as ilhas.

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