Confira algumas dicas de como cuidar de seus equipamentos durante a estação mais quente do ano e algumas sugestões de produtos para deixá-los sempre nos trinques

Por Mariana Mesquita

Surf

Erro mais comum: Sair do mar e deixar sua prancha aos deus-dará, largada na areia e exposta aos raios solares e ao calor excessivo do verão.

Ué, por que não pode? Uma prancha de surf geralmente é feita a partir de um bloco de poliuretano, com processo de laminação para proporcionar resistência e impermeabilização. O calor pode levar ao aparecimento de bolhas nesse revestimento, além de regredir a prancha (quando isso acontece, partes dela são “sugadas” para dentro, deformando-a). Os raios solares também amarelam o bloco, dando um aspecto de envelhecimento ao equipamento.

Dica: Depois de um dia no mar, lave sua prancha com uma boa ducha de água doce para evitar a degradação precoce. Em caso de choque, evite momentaneamente a infiltração de água com um pedaço de silver tape e, logo depois, procure consertá-la o mais rápido possível.

Leve na mala: Na hora de transporte ou do descanso na areia, uma boa opção é utilizar sempre uma capa especial para pranchas – também conhecida entre surfistas como “camisinha” –, que a reveste por completo e evita o contato direto com os raios solares. Além disso, durante um lanchinho ou bate-papo com amigos, deixe-a debaixo de um guarda-sol ou sombra de árvore.

Nossa sugestão: Capa de prancha da Bullys. A partir de R$ 174,90; 

Bike

Erro mais comum: Terminar um pedal de sábado ou domingo e encostar a magrela na parede de casa durante toda a semana, sem ao menos lhe dar uma limpada básica.

Ué, por que não pode? A chance de chover durante um rolê ou treino de bike no verão é grande. Por mais que as bicicletas modernas tenham uma boa selagem, nas partes que se movimentam é comum a infiltração de água e sujeira, o que prejudica o desempenho e o funcionamento da magrela. Depois de passar um tempo na chuva ou em terrenos com areia ou lama, a transmissão (corrente, coroas, cassete e câmbios) necessita de limpeza e lubrificação. Isso aumenta a vida útil das peças. A maresia é outra grande inimiga, mesmo em dias secos.

Dica: Após um passeio no asfalto, o melhor é secar a bike com um pano seco e passar lubrificante de spray nos câmbios e líquido na corrente. Se a pedalada for na terra, o jeito é lavar a transmissão com desengraxante, e o resto da bicicleta com detergente. Depois seque-a e lubrifique. Dependendo da quantidade de lama, é aconselhável levar a magrela a sua bicicletaria preferida para um trato mais profissa. Vai viajar por algumas semanas sem a bike? Antes de partir, limpe pelo menos a transmissão e freios.

Leve na mala: Não deixe de levar para a praia ou campo um kit limpeza com desengraxante biodegradável, detergente neutro e lubrificante.

Nossa sugestão: Kit limpador de corrente Chain Cleaner da Finish Line (inclui desengraxante ecológico e lubrificante). R$ 250; 

Camping

Erro mais comum: Montar a barraca em um terreno inclinado, sobre pedras, galhos ou raízes. E o pior: depois da viagem, guardá-la toda suja e úmida.

Ué, por que não pode? Escolher um lugar para montar acampamento é sempre difícil – e também muito mais importante do que parece. Um local errado pode provocar furos no piso e no teto da barraca, além de causar a perda de selamento, danificar as costuras e prejudicar a impermeabilização do tecido. Além disso, uma barraca suja e úmida deixada dentro de um armário durante meses pode levar a mofos.

Dica: Uma cobertura impermeável (tipo tenda, gazebo ou mesmo um pedaço de lona) para colocar sobre a barraca ajuda a mantê-la fresca, protege dos raios ultravioletas e também da chuva. Ao chegar em casa, vença a preguiça e lave sua barraca com água e sabão, e depois deixe-a secar ao sol.

Leve na mala: No meio do mato ou em lugares mais inóspitos, é bom ter sempre à mão um silvertape, já que a fita adesiva pode ajudar em reparos em pequenos danos na barraca. Ao fim da viagem procure consertá-la o mais rápido possível.

Caiaque

Erro mais comum: Transportar o caiaque de qualquer jeito, deixá-lo ao sol durante horas e ainda por cima guardá-lo sem tomar nenhuma precaução.

Ué, por que não pode? Nos dias ensolarados de verão, bate aquela vontade louca de passear de caiaque. Só que, devido ao tamanho e peso do equipamento, muitas pessoas têm dificuldade de transportá-lo e guardá-lo como se deve. Isso pode provocar quedas e rachaduras desnecessárias. A excessiva exposição ao sol também é prejudicial, principalmente para as tampas de neoprene e os cabos e elásticos, que se deterioram com o sal.

Dica: Sempre que possível, quando for descansar das remadas, opte por deixar o caiaque numa área ventilada e protegida do sol. Depois de uma session no mar, jogue água doce para retirar o sal. E, na hora de viajar, amarre-o com todo o cuidado.

Leve na mala: Um bom rack com suporte próprio para caiaque reduz bastante o risco de queda. Em casa, você pode usar a imaginação e criar um porta-caiaque para deixá-lo guardado na garagem sem maiores problemas.

Nossa sugestão: Thule DockGlide (R$ 1.675); 

Corrida

Erro mais comum: Aproveitar os dias de sol para correr feliz da vida nas trilhas com sua mochila ou pochete de hidratação, e depois largá-la suja na garagem de casa – ao lado de tênis suado ou enlameado.

Ué, por que não pode? Durante os treinos de verão, o cuidado com a hidratação precisa ser redobrado, e uma mochila de hidratação é sempre bem-vinda. Mas é essencial lavar corretamente o equipamento para evitar manchas e fungos. Revezar o uso dos tênis e limpá-lo segundo as instruções da marca evita o desgaste do calçado.

Dica: Logo após o treino, tire as palmilhas do tênis para tomar um pouco de sol. Para limpar a mochila de hidratação, o melhor é deixar de um dia para o outro o reservatório (inclusive a mangueirinha) em uma solução com água sanitária. No dia seguinte, lave tudo com água abundante e uma esponja limpa sem nenhum detergente. Para limpar a mangueira, o ideal é ter uma escova específica para isso.

Leve na mala: Tudo pode ficar mais fácil com uma escova específica para limpar a mochila de hidratação.

Nossa sugestão: Escovinha Tube Brush da Deuter, R$ 89 

* Para produzir esta reportagem foram consultados os seguintes especialistas e marcas: Aerofish, Altus, Deuter, Eclipse Caiaque, o ciclista Edivando de Souza Cruz, o corredor Iazaldir Feitoza, os surfistas Jesse Mendes e Junior Faria, Pedal Power, o canoísta Pedro Oliva, Siebert Surfboards, Trilhas e Rumos, Tropical Brasil e Ygará